Lembro-me perfeitamente das duas vezes que vi os Whitesnake
ao vivo: 1990 em Cascais e 2006 no Coliseu dos Recreios. Foram experiências
transformadoras, quase espirituais… embora, verdade seja dita, eu fosse
praticamente uma criança. Acho que na primeira vez fui ao colo do meu tio Anselmo.
Suspeito que foi nesse preciso momento que
assumi a minha condição de metaleiro crónico.
E agora, com a sua despedida, fica a sensação estranha de que se encerra um
capítulo da minha própria história musical. Coverdale é, e sempre será, uma
daquelas figuras que não têm comparação no reino do Metal. Bem… talvez Ronnie
James Dio, Geoff Tate, Tony Martin e Tobias Sammet consigam sentar-se à mesma
mesa. No fundo, acabam por ser os cinco violinos do Metal.
David Coverdale… obrigado por tudo!



