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ALTER BRIDGE / SHINEDOWN - DUELO DE GIGANTES




Este é um daqueles temas que já foi abordado em  várias ocasiões por estes lados.
Como  sou uma melga de primeira, já que nos estamos a aproximar do majestoso dia, apeteceu-me repisar um  assunto de fundamental importância para os destinos deste grandioso país.
É fácil de explicar:  o turismo é uma das principais  fontes de receita para a nossa economia e dá para entender que  Portugal está mesmo na moda.
Chovem turistas de todos os cantos do mundo… só que agora começamos a  ter gente  de primeira grandeza. Porquê? Nós gostamos de  Rock & Roll…  e eles vão aparecendo.
Tudo bem… eu sei que isto é tudo conversa fiada. Adiante... vamos lá falar de coisas sérias.
As camisas de flanela desapareceram, os acordes mudaram… e depois?  O Grunge  foi à  vida?
Foi tudo por água abaixo? Nada disso, todos sabemos que  alguns dos  geniais fundadores, entre eles, Kurt Cobain, Layne Staley e Chris Cornell já não andam por cá. Também sabemos  que uns inventam as coisas e os outros vão atrás… mas acrescentam sempre algo de novo. Isso funciona em todas as vertentes da nossa vida.  As coisas nunca ficam paradas.  O universo não está em permanente expansão?  Grande Einstein! The show doesn’t go on? Grande  Freddie Mercury! Lá está, o  Grunge não se perdeu…  apenas se transformou. Grande Lavoisier!     Conclusão:  viva  o…
Glorioso dia… 6 de dezembro. Alter Bridge e Shinedown… na mesma embalagem?   Myles Kennedy, Tremonti e  Brent Smith?  Loucura!
A sério, sendo um metaleiro convicto isto até pode soar mal… mas eu dou o peito às balas!
Se conseguir sobreviver, cá estarei para contar a história... deste duelo de gigantes!







KAMELOT : ROY KHAN vs. TOMMY KAREVIK

Imaginem os Whitesnake sem o Coverdale,  Metallica sem o Hetfield ou os AC/DC sem o Brian Johnson… ok,  tudo bem, o Axl Rose até cumpriu, mas não é a mesma coisa.
Roy Khan era a carismática  voz que transportava os Kamelot às costas.  

É  muito difícil de  encaixar  o que leva um génio deste calibre, que tinha o mundo a seus pés,  a  mandar tudo pelos ares, para se dedicar  de corpo e alma ao…  sacerdócio.  Por favor, ninguém estava preparado para enfrentar um terramoto  desta magnitude. 

Após a deserção do catedrático  Roy Khan,  o mundo do Power Prog Metal   entrou numa depressão profunda.Será que os Kamelot  iriam sobreviver? Quem seria a pessoa  ideal para substituír o insubstituível?
As casas  de  apostas estavam ao rubro.  O primeiro nome a andar nas bocas do mundo  foi ,  Fabio Lione, dos Rhapsody of Fire.  Após um período de grande incerteza ,  surgiu,  finalmente, o abençoado salvador da pátria :  Tommy Karevik.
 Não é que eu queira estar aqui a armar-me em chico-esperto,  mas  esta escolha não me deixou com  boca aberta de espanto. Sinceramente, alguém  devia ganhar o Prémio Nobel  da Paz…  Metaleira!
A bolha estava prestes a explodir ,  e esta notícia veio acalmar  os ânimos dos exaltados  fãs dos Kamelot .  Não fiquei estarrecido  com esta opção,  porque eu já admirava  aquela voz super competente , que  colocava  os Seventh Wonder numa curva ascendente dentro do metal progressivo mundial.  Mas agora o que interessa mesmo é  comprovar, ao vivo e a cores,  as enormes enormes capacidades destes monstros sagrados do Power Prog Metal .
Se tudo correr como o previsto, não faltarei à chamada. 


TUDO BONS RAPAZES : Álvaro Costa, Miguel Quintão e…

Esta é a famosa  foto que  fez  imenso furor  nas redes sociais.
 Pronto,  se calhar não fez tanto furor assim… eu  é que tenho uma tendência doentia para empolar um pouco as coisas .  Adiante…  a história conta-se em poucas  palavras.
Era uma vez um puto  aventureiro que,  numa das suas  arrojadas peregrinações  pelo espantoso  mundo do Metal, deu de caras com  dois ilustres lusitanos : Álvaro Costa e Miguel Quintão. 
Como seria de esperar, houve logo  festa à portuguesa !
Na altura, vaticinamos  que  esta foto iria dar muito que falar !
Grandes profetas ! O tempo voou   e  cá estamos nós a tentar adivinhar  onde tudo isto  aconteceu .
Enviei  a foto para o mestre Álvaro Costa que tratou logo de inventar um concurso para decifrar o mistério.  A coisa esteve difícil, mas a maioria do pessoal acertou ou andou lá perto.
Aqui está a prova do “crime” !
Há milhões de  anos atrás,  eu e um grande amigo  metemo-nos no meu Fiat Tipo e “zarpamos”  a todo o gás em direção a Barcelona para o lendário  Monsters Of Rock .

 O elenco  era de fazer crescer água na boca : AC/DC, Metallica e Queensryche ! 


METALLICA em 1991
Por incrível que pareça, foi a banda de menor cartaz que nos  fez  embarcar nesta gloriosa aventura.  Infelizmente,  já nas imediações do Estádio Olímpico,  recebemos    a triste notícia que os  Queensryche  tinham  cancelado o concerto à ultima da hora, tendo sido substituídos à pressa pelos Tesla.   O choque foi brutal mas o ambiente era de tal forma eletrizante que nem houve tempo para grandes lamentações.  Levantamos a cabeça e mergulhamos de corpo e alma naquela atmosfera infernal que tomou conta  da “Montanha dos Judeus “ .

Conclusión :  fue una cuchipanda de clamar a los cielos  !!!!!

AC/DC em 1991

EVERGREY – UM HINO À PERFEIÇÃO !

Os Evergrey  atravessaram-se no meu caminho no longínquo ano de  2003 através do assombroso  álbum , Recreation Day.  
Confesso que o impacto foi catastrófico.  Apesar da idade avançada , considero-me um senhor   alegre e bem disposto,  mas  aquele ambiente sombrio   a resvalar para a melancolia acabou por me afetar de forma irreversível. Nunca mais fui o mesmo .
A  partir desse crucial momento ,  foi sempre a andar  para trás : In Search Of Truth (2001), Solitude, Dominance, Tragedy (1999) e The Dark Discovery (1998)
Depois , levantei a cabeça e segui em frente : The Inner Circle (2004), Monday Morning Apocalypse (2006), Torn (2008) e   Glorious Collision (2011)
Nesta  longa viagem , e após intensa reflexão , concluí  que ,  apesar da diversidade temática e sonora , todos estes álbuns possuem um cunho muito especial que os une.  Será uma espécie de marca registada dos Evergrey.  Foi esta  atmosfera  “ inquietantemente  depressiva “ que   transformou este quinteto escandinavo numa banda de culto dentro do “underground” metaleiro internacional.

Estamos a falar de uma banda de Metal Progressivo com tonalidades obscuras   e  com traços  bem definidos :  guitarras sublimes, letras emocionantes, estrutura musical   inteligente mas acessível  e, “ last but not least” …    a  imaculada  voz  do carismático  TOM ENGLUND  ! 
Aqui não há espaço para contos de fadas. Os temas abordados são fortes e de difícil digestão :
 religião, pedofilia , corrupção, amor, ódio, pânico, suor e  …  muitas lágrimas ! 
Andei para trás e fui para a frente  … eis-nos chegados à reta final de 2014 .




 Será altura para estender a passadeira vermelha para a obra-prima :   HYMNS FOR THE BROKEN !
Em  Glorious Collision  fiquei com algumas minhocas na cabeça quanto ao rumo que a banda poderia   levar.  Agora posso respirar de alívio porque as dúvidas dissiparam-se por completo.
Com o regresso dos “filhos pródigos” , Henrik  (guitarra) e Jonas  (bateria),  a antiga química funcionou na perfeição e estamos de regresso aos fascinantes  trilhos  cinzentos e   melancólicos  que nos fazem  vibrar e parar … para pensar.
Não há duvidas : os EVERGREY regressaram em grande  …   ao local do crime !

The Final Countdown - VAGOS OPEN AIR 2014

Contagem descrescente para mais um  VAGOS OPEN AIR . Ao contrário da edição anterior  o  cardápio  deste ano não me enche completamente as medidas. Ainda assim, não consegui resistir ao espírito e excelente ambiente que se vive por esta altura na simpática  cidade de Vagos.
Sexta feira lá estarei a “torcer” essencialmente pelos lusitanos Kandia e pelos gigantes EPICA.

Digamos que irei prestar  homenagem a duas grandes  princesas do Metal : Nya Cruz e Simone Simons !

SINAL DOS TEMPOS – RONNIE JAMES DIO Vs. KILLSWICH ENGAGE-HOLY DIVER

O tempo voa  e o mundo é composto de mudança . Ora aqui está uma frase bombástica que será uma verdadeira novidade para a maioria do pessoal.
Adiante, o que interessa saber é que o processo evolutivo está constantemente a pôr-nos   à prova   colocando- nos perante as mais escabrosas e/ou fascinantes evidências.
Quase sem darmos por isso,  as transformações acontecem minuto a minuto sendo o mundo do Rock’n’Roll  um dos melhores  exemplos  desta assombrosa  viagem.
Como este multifacetado Blogue está sempre na vanguarda do progresso eis-nos,  todos pimpões,  a inaugurar uma nova e cativante rubrica :  SINAL DOS TEMPOS !

Não me vou alongar com grandes considerações  sobre esta matéria, até  porque , para bom ouvido , meio “ acorde”  basta !

DIO - HOLY DIVER - Live Astoria Theatre - Londres - 2005
Lançado na primavera de 1983,  este é um dos maiores clássicos da lenda norte-americana, Ronnie James Dio.
KILLSWICH ENGAGE - HOLY DIVER - Live Rock Am Ring - 2012
Eu tenho uma visão ligeiramente diferente de toda a polémica que esta versão provocou nos corredores sinuosos do metal.   Para os mais “puritanos “ os Killswich Engage representam uma facção (Metalcore),   que está a contaminar o  Heavy Metal  puro e duro.
Na minha opinião , este cover apenas vem demonstrar a vitalidade do Metal que consegue pegar num hino dos anos 80  para o enquadrar nas novas sonoridades que vão surgindo.
Tudo isto sem adulterar a verdadeira autenticidade  do tema.  

FESTIVAL MALDITO – VAGOS OPEN AIR 2013 -1º. DIA – LACUNA COIL

Parece que já passaram séculos desde o Vagos Open Air 2013 . A verdade é que o verão esfumou-se  e  só nos resta  colocar as gabardines e os cachecóis a postos para enfrentar os longos e cinzentos meses que se aproximam. 
Mas,  como  gosto de cumprir as minhas promessas , aqui estou eu a prosseguir com o rescaldo da 1ª. noite do Festival Maldito.
Além dos Evergrey, os Lacuna Coil foram outra das razões que me levaram a meter os pés a caminho até Vagos.
Vamos lá tentar traçar o perfil desta gente . Não há dúvidas que a imagem é gótica mas o  subestilo musical é difícil de etiquetar.  E não é preciso , porque nós queremos é boa música independentemente do “ compartimento” em que esteja inserida.  Não precisamos de rótulos. No limite, os álbuns  dos Lacuna Coil poderiam  levar um carimbo a dizer  “ Timeless and Honest Metal “

 A grande verdade é que , no dinâmico universo das Female Fronted Bands , os Lacuna Coil garantiram já o seu mais que merecido lugar na história.
Quanto  ao concerto de Vagos , em primeiro lugar,  devo realçar que foi uma honra estar na sessão de autógrafos e trocar algumas “bocas” com estes deuses do metal.   Irreverentes , simpáticos e explosivos,  estes “milaneses de gema” voltaram  a Portugal,  10 anos depois,  para mostrar serviço,  incendiando  o palco a plateia e os arredores.  Não existiram  pontos mortos. Foi chegar, ver e vencer ! 
Só fiquei com uma pequena espinha encravada na garganta.  A  versão, Enjoy The Silence,  dos míticos  Depeche Mode, foi, obviamente, um dos pontos altos da noite,  mas, imagino a loucura que seria se tivessem acrescentado à festa aquele que eu considero um dos melhores covers alguma vez realizados. É evidente que estou a falar do hino pop-rock dos anos 90,  Losing My Religion,  dos célebres R.E.M.
Mas aquele apoteótico final com Spellbound fez-me esquecer esse minúsculo contratempo e voltei para casa com um enorme sorriso nos lábios e com uma vontade doentia de prolongar o verão, no mínimo,  até … dezembro ! 

FESTIVAL MALDITO – RESCALDO – VAGOS OPEN AIR 2013 -1º. DIA

Já passaram umas semanitas mas só agora tenho disponibilidade para  trocar algumas  impressões sobre o Festival Maldito que decorreu em Vagos nos dias 8 e 9 de Agosto.
Devo dizer que a 1ª noite do Vagos Open Air  foi de ouvir, desfrutar, vibrar  e … chorar por mais !
O tempo esteve maravilhoso e o ambiente não podia ter sido mais fantástico !

Em relação à prestação dos mestres, só posso falar das bandas que me obrigaram a conhecer esta acolhedora cidade de Vagos. Vou começar pelos Evergrey e voltarei mais tarde com os Lacuna Coil.
EVERGREY
Já ando nesta vida desde os primórdios da Humanidade e os Evergrey permanecem  um verdadeiro mistério para mim. É difícil aceitar este terceiro lugar no ranking do cartaz da primeira noite do Vagos Open Air. Tudo bem,  os  Sonata Arctica são, claramente,  uma das referências do power metal escandinavo  a par de nomes como Stratovarius , Hammerfal e Pagan’s Mind.   Mas atenção, os Evergrey  deram um gigantesco passo em frente ao incorporarem elementos do metal progressivo ,  polvilhando ainda  alguns  pozinhos negros ,  para criarem  um estilo diferente, inovador e,  consequentemente … muito à frente.  As letras das suas músicas não andam à volta de batalhas medievais e monstros pré-históricos ou mitológicos.  Os temas abordados  resultam das experiências vividas pelos seus membros. E todos nós sabemos que a vida nem sempre é cor de rosa. 
Se a tudo isto juntarmos a estrondosa voz de Tom Englund,  que , nas calmas, consegue conjugar  o poder dum trovão com o sussurrar dum pintassilgo,  temos uma das melhores bandas de metal do momento. 
Digo eu.
 Estava para  alterar a  “passagem”  anterior, mas até me deu vontade de rir aquela imagem do pintassilgo a … sussurrar! Será que os pintassilgos sussurram ? Foda-se, não é que eu seja de excessos mas se calhar vou ter de começar a beber água !
Quanto ao concerto só tenho a dizer que … arrasaram ! Excetuando alguns problemas técnicos com o microfone de Tom Englund que não foram da sua responsabilidade, esta gente de Gotemburgo encheu a Quinta do Ega com toda a sua energia, alegria  e virtuosismo. Nada a apontar de negativo. Até parece que os temas de abertura , Recreation Day ,  e encerramento ,  The Touch Of Blessing ,      foram escolhidos a dedo para agradarem aqui ao mestre Pestilence.  Memorável !

J.Pestilence

CARTAZ INCRÍVEL : OPETH + PAIN OF SALVATION

DIREITO DE RESPOSTA

Antes de ir ao que interessa, vale a pena explicar o seguinte : Sebastian é o mentor deste blogue e ponto final . No entanto, quando iniciamos este projeto , celebramos um acordo de cavalheiros , no qual , ambos teríamos inteira liberdade para exprimir as nossas divergentes opiniões. Isto não aconteceu por acaso : todos estes anos de amizade, acabaram por nos transformar numa espécie de duas faces da mesma moeda. No final de contas, este espaço de convívio, não é mais do que um prolongamento das nossas “ fraternas “ discussões.

Dito isto, e não querendo ser mauzinho, penso que o meu amigo Sebastian acabou por cair na sua própria armadilha. Cheira-me que andou por aqui a puxar físico, de forma descarada no seu último discurso sobre o estado da nação que chamou de, “ Geração com a Cueca na Mão “.

Volto a colocar a imagem de algumas das nossas “Estrelas” só para lhe lembrar que este país não está condenado ao fracasso
Pelas suas palavras , quase que podemos tirar a conclusão de que ele é a única pessoa íntegra e inteligente que habita neste pequeno retângulo.
No entanto, a avaliar por algumas das suas gafes ortográficas, gramaticais, morfológicas e de pontuação, não lhe fica assim muito bem estar-se aqui a colocar em bicos de pés.
Aquela teoria esquisita do “ Narcisismo Mórbido “ é que me deixou de rastos. Será baseada em dados científicos ou não passa de mais uma das suas alucinações cerebrais ?
Que fique bem claro : eu também me espalho ao comprido em termos de escrita, ainda mais agora, com esta confusão do acordo ortográfico. Ainda assim , sou humilde ao ponto de reconhecer as minhas limitações. Penso até que deverei ter o recorde nacional na colocação dos pontos e vírgulas nos sítios mais imprevisíveis.
Uma coisa é certa, se até os grandes intelectuais cometem os seus deslizes , quem somos nós ? Lembram-se daquela do Manuel Alegre ?
Adiante, vamos descomprimir e deixar estes temas pesados das misérias politico-económicas para os milhões de especialistas que existem neste país e desviemos as nossas atenções para ambientes bem mais leves. (?)


CARTAZ DE PESO EM ALMADA : OPETH + PAIN OF SALVATION

Por incrível que pareça, no próximo dia 20 de Novembro, o Incrível Almadense vai receber um cartaz colossal : OPETH e PAIN OF SALVATION. Apesar das diferenças , estas duas bandas têm muitos pontos coincidentes. Além de serem oriundas desse viveiro de monstros do Metal que é a Suécia , os seus estilos não encaixam em nenhum dos subgéneros tradicionais do Heavy Metal.
No caso dos visionários OPETH, a base Death Metal é , muitas vezes, polvilhada com elementos progressivos e ambientes, imagine-se, Jazz .
Os Pain Of Salvation, apesar de serem uma das bandas mais importantes da chamada 2ª. geração do Progressive Metal, optam por uma via de experimentação de novas sonoridades e introdução de temas de natureza filosófica.
Em termos de gostos pessoais, a balança pende mais para os lados dos Pain Of Salvation, até porque, considero o carismático Daniel Gildenlow , um dos melhores vocalistas de sempre, como se pode comprovar através do Top-20 que está por aí algures neste desorganizado blogue.
http://www.youtube.com/watch?v=hwHJ_noUNsg




J.Pestilence

WITHIN TEMPTATION – THE UNFORGIVING TOUR – PORTO



Finalmente uma notícia que não abalou o sistema financeiro : Within Temptation em Portugal !
É isso mesmo, não tremeram os mercados, mas os fãs desta banda de metal sinfónico já tremem de ansiedade pela chegada dos dias 11 e 12 de Outubro, altura em que todos os caminhos irão dar aos coliseus do Porto e Lisboa.
Enquanto aguardamos pelo grandioso banquete , vou desde já servir um requintado aperitivo, constituído pelos 10 temas que, na minha opinião, melhor espelham a solidez e versatilidade deste super sexteto , nascido e criado no reino das tulipas


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J.Pestilence

DESILUSÃO – PROGRESSIVE NATION 2009 – PAVILHÃO ROSA MOTA





Não há muito a dizer sobre a passagem dos Dream Theater pelo pavilhão Rosa Mota no passado dia 22 de Outubro. Para começar, devo dizer que estou mergulhado na mais completa depressão porque não podia ter escolhido pior noite para fazer o “Baptismo Metálico “ a 3 dos meus amigos dos “Salteadores do Lauto Repasto”. Penso até que fomos salvos de uma tragédia ainda maior, imagine-se …. por uma francesinha ! Nem mais ! A excelente francesinha que comemos no “ Mon Ami “ em Gaia atrasou um pouco os nossos planos porque , se tivéssemos chegado a tempo de ouvir Opeth , os meus amigos apanhariam semelhante cagaço que, talvez só daqui a um bom par de anos é que lhes conseguiria pôr novamente a vista em cima. Para os estômagos menos habituados a estes ambientes metálicos , ouvir Opeth depois de uma francesinha, até pode dar congestão ! Era só o que me havia de faltar : ter uma ambulância do INEM à porta do pavilhão pr’a carregar os meus companheiros. Deus é grande ! Ainda bem que chegamos atrasados senão teria sido uma verdadeira catástrofe !
Não sei como fui cometer um erro tão básico ! Encontro apenas uma pequena atenuante para este meu passo em falso. Em Portugal, exceptuando a euforia desmedida do Verão, onde em qualquer esquina temos um festival, os espectáculos não abundam e a maioria das grandes bandas chegam a Espanha e voltam para trás. Neste abandonado rectângulo, além dos bolsos andarem vazios a reduzida dimensão do país faz com que não haja público para atraír um conjunto mais diversificado de bandas. Nesta medida, como o leque de escolha é bastante reduzido, os Dream Theater até que podiam ter sido uma boa opção se a set list apresentada tivesse como base os temas mais famosos e, acima de tudo…. menos cansativos . Mas eu devia estar avisado porque, como já referi na apresentação do álbum “ Metropolis, Pt2-Scenes From A Memory “ os Dream Theater pecam pela excessiva e enjoativa demonstração das suas imensas capacidades técnicas. Foi precisamente isso que aconteceu na noite de 22 de Outubro no ambiente morno e sem chama do pavilhão Rosa Mota . De facto, não se respirou naquela noite a atmosfera de excitação e loucura que caracterizam os concertos de Heavy Metal. Portanto, como diria o outro, é só fazer as contas : se o próprio público não estava muito animado, aqueles fastidiosos temas de 15 minutos, os intermináveis solos da dupla Rudess / Petrucci e a falta de cerveja acabaram com o resto. Custa a acreditar mas é verdade ! No mínimo eram precisos 30 minutos para se conseguir atingir o balcão do único bar disponível ! Vejamos a coisa pelo lado positivo e, mais uma vez, é só fazer as contas : se uma pessoa fosse uma vez ao bar …. só perdia duas músicas dos Dream Theater !
Mas, como os “Salteadores do Lauto Repasto “ nunca viram a cara à luta e jamais esmorecem perante as adversidades, a vingança foi implacável e o pós-concerto foi de tal forma animado que , como é lógico, deixou algumas marcas para o dia seguinte.

JOE PESTILENCE






Neste miserável país, onde tudo passa ao lado, entoemos cânticos de alegria e elevemos os braços aos Céus porque, a cidade do Porto será Terra Sagrada para os DEUSES do Progressive Metal !


Para os SALTEADORES DO LAUTO REPASTO, ou seja , para os amigos que se reunem nas terceiras sextas do mês, aqui vai mais uma mensagem do amigo Pestilence : o Metal é BONITO ! Conto com vocês para me acompanharem nesta recepção aos grandiosos DREAM THEATER !