Após um exaustivo
trabalho de pesquisa, a segunda edição das melhores versões/covers de todos os
tempos está pronta a servir.
Já agora, muito obrigado pelas mensagens em relação à primeira parte desta listagem. Confesso
que a maioria do pessoal ficou
desiludido. Eu conheço o perfil dos meus seguidores e admito que esta abordagem
terá ficado aquém das expectativas.
A verdade é que eu
avisei que se tratava de uma edição mais ligeira que se enquadrava na época
natalícia que estávamos a viver.
Ninguém consegue agradar a gregos e a troianos! Espero
que agora fique tudo mais equilibrado.
Para além da inflação e das acrobacias dos nossos
governantes, este é um tema que desperta acalorados debates nos nossos canais
televisivos. A CMTV está sempre a emitir “ALERTAS CM” sobre os escandalosos “covers”
que se vão fazendo.
Não é fácil
aceitar uma espécie de cópia de algo que já foi inventado.
Os puritanos ficam furiosos, mas podem relaxar com Xanax,
Valium ou, em casos extremos… marijuana!
Eu gosto de brincar às escondidas. Visões diferentes
sobre grandes clássicos Pop/Rock.
Quem não gostar, pode sempre… mudar de canal!
Continuem a clicar forte e feio naquelas fantochadas
publicitárias.
Os tremoços da
primeira edição já chegaram… agora quero caracóis à algarvia!
Tenho a certeza que mais tarde ou mais cedo chegarei aos
astronómicos 100 gramas de camarão!
Força!
1 – THE OFFSPRING – GONE AWAY
(COVER BY FIVE FINGER DEATH PUNCH)
2 – SIMON & GARFUNKEL – THE SOUND OF SILENCE (COVER
BY DISTURBED)
3-
PINK FLOYD – WISH YOU WERE HERE (COVER BY AVENGED SEVENFOLD)
4 – THE CRANBERRIES –
ZOMBIE (COVER BY BAD WOLVES)
5 –
AEROSMITH – DREAM ON (COVER BY DIO & MALMSTEEN)
6 - R.E.M. – LOSING MY RELIGION (COVER BY LACUNA COIL)
7 - SIA – UNSTOPPABLE (COVER BY RED)
8 - QUEEN
– WHO WANTS TO LIVE FOREVER (COVER BY AFTER FOREVER)
9 -ADELE
– Set Fire to the Rain ( COVER BYE THE POODLES)
10 - THE SISTERS OF MERCY – MORE (COVER BY SHAMAN)
Quem acompanha este esquisito blogue jásabe que não pode contar com mundos e fundos.
Não há um rumo certo e tudo é feito em cima do joelho
consoante as flutuações mentais do seu autor.
No final de cada ano o pessoal habituou-se ao formidável top dos temas que mais estimularam os meus exigentes tímpanos. Este ano elevei a fasquia e vou debruçar-me sobre as chamadas “Cross Genre Covers”.
Decidi apresentar as minhas melhores versões/covers de
temas famososque foramsubmetidos a um “Lifting” tão radicalque mudaram completamente a sua identidade, mantendo sempre a sua essência. Lá está, parece que não faz grande sentido a ideia que acabei de transmitir.
Nada a fazer, não consigo evitar esta maldita tendência para dar tiros nos pés!
Atenção, como estamos numa época de amor e harmonia, esta primeira parte foi dedicada a versões mais soft/acústicas, a segunda parte desta aventuraserá ligeiramente
mais movimentada. Talvez mais em sintonia com a minha... praia!
Por agora, desfrutem destes 10 exemplares e façam o favor de clicar freneticamente nos anúncios.
O retorno financeiro dará sempre para dois pires de tremoços e algumas minis. Nada mau!
BOAS FESTAS!!!!
1-
RADIOHEAD – CREEP (cover by CAITLIN KOCH)
2- PRINCE/SINÉAD O’CONNOR – NOTHING
COMPARES TO YOU (cover by CHRIS CORNELL)
3 -RIHANNA – STAY (cover by - THIRTY SECONDS TO
MARS)
4 – PHIL COLLINS – IN
THE AIR TONIGHT (cover by DAUGHTRY)
5-
ADELE – HELLO (cover by TYLER CARTER)
6 - SNOW
PATROL – RUN (cover by COLD)
7 – PETER GABRIEL – DON´T GIVE UP (cover by Shannon Noll
& Natalie Bassingthwaighte)
8- CHRIS ISAAK – WICKED GAME (cover by DAUGHTRY)
9 – ALANNAH MYLES – BLACK VELVET (cover by SERSHEN &
ZARITSKAYA)
10 - SEAL – KISS FROM A ROSE ( cover by BOYCE AVENUE)
É verdade, tenho recebido milhares, não sei… talvez milhões de mensagens a questionar o porquê da minha
ausência em termos de mostrar ao mundo o que me está a entusiasmar em termos
musicais no ano da graça de 2022.
Aceito… tudo bem, ando super preguiçoso. Não me tem
apetecido aparecer por aqui. Peço especial desculpas às minhas fãs que estão
super revoltadas pela minha indiferença às suas insistentes abordagens.Espero que me desculpem. Por muito fortes que
sejamos, o ambiente de grande incerteza em que vivemos, acaba por abalar as
nossas habituais rotinas.
Uma coisa é certa, um artista do meu nível, tem de estar
sempre atento!
Este maravilhoso mundo do Rock & Roll está sempre em grande movimento, apesar das tragédias que nos têm acompanhado
ao longo destes últimos três anos.
Dito isto… bola para a frente!O ano já vai a meio… teria tanto a dizer!
Como estou com a garganta irritada, vou optar por falar
pouco e ir direto ao assunto!
Nada a fazer! Já
assisti duas vezes ao vivo a estes monstros do metal. Uma vez do Paradise Garage e a outra no Vagos Open Air. Tive
o privilégio de falar com o genial Tom Englund que é um sueco de gema. Claro, desastrado como sou, acabei por dizer que
o maior futebolista da suécia… afinal era dinamarquês! Enfim…
Eu tenho a perfeita noção que os meus milhares de seguidores sabem que posso atrasar um pouco as coisas. Dão um certo desconto porque tenhouma vida super agitada.
Entrevistas, conferências, pesca submarina, yoga,
snifadelas e bebedeiras monumentais.
Isto para não falar no apoio que tenho que dar às minhas imensas admiradoras que estão sempre a precisar
do meu apoio e carinho. Estou de rastos…
mas nunca falho!
Aqui estou eu a apresentar as últimas 6 músicas que estão na minha sala de troféus do longínquo ano de 2019.
Estão preparados? Sentem-se, porque vai ser de bradar aos céus!
A verdadeira apoteose
final!
VOLBEAT - THE EVERLASTING Adorava ter ido ao Coliseu de Lisboa… mas não podemos
embarcar em tudo. Vivemos numpaís
pobrezinho e temos que saber gerir os nossosescassos recursos financeiros.
Estilo inconfundível… do género,Metallica meets
Elvis Presley.Adoro!
SCARLET REBELS - PART OF ME
Um casamento perfeito:Country/Rock descomprometido e fresquinho. Foi tiro e queda... caí que nem um
patinho.Estamos sempre a aprender!
OPETH - SOLDIER OF FORTUNE
Quem não conhece o original?Parecia impossível que alguém tivesse a
coragem de enfrentar a lenda viva, David
Coverdale. A verdade é que Mikael Åkerfeldt não teve medo.Arriscou forte e feio e conseguiu chegar
muito perto do mestre.
ADELAIDE - UNFORSAKEN
Aqui está a prova que a religião e o Rock podem coexistir sem complexos ou fanatismos. Podemos não acreditar em Jesus Cristo, mas podemos gostar deste fabuloso tema.
INSOMNIUM - THE PROMETHEAN SONG Death Metal não é aquele monstro que deixa o pessoal aterrorizado e com vontade de fugir a sete pés com as mãos na cabeça a gritar
desalmadamente. Aqui está a prova!
ROYAL BLISS - DRINK MY STUPID WAY
Southern Rock, Hard-Rock… seja o que for. Os rótulos só
servem para atrapalhar. Isto é bom… ponto final!
Este é um daqueles temas que já foi abordado em várias ocasiões por estes lados.
Como sou uma melga
de primeira, já que nos estamos a aproximar do majestoso dia, apeteceu-me repisar umassunto de fundamental importância para os destinos deste grandioso país.
É fácil de
explicar: o turismo é uma das
principais fontes de receita para a
nossa economia e dá para entender que Portugal
está mesmo na moda.
Chovem turistas de todos os cantos do mundo… só que agora começamos
a ter gente de primeira grandeza. Porquê? Nós gostamos de Rock & Roll… e eles vão aparecendo.
Tudo bem… eu sei
que isto é tudo conversa fiada. Adiante...
vamos lá falar de coisas sérias.
As camisas de flanela desapareceram, os acordes mudaram…
e depois? O Grunge foi à vida?
Foi
tudo por água abaixo? Nada disso, todos
sabemos que alguns dos geniais fundadores, entre eles, Kurt Cobain, Layne
Staley e Chris Cornell já não andam por cá. Também sabemos que uns inventam as coisas e os outros vão
atrás… mas acrescentam sempre algo de
novo. Isso funciona em todas as vertentes da nossa vida. As coisas nunca ficam paradas. O universo não está em
permanente expansão? Grande Einstein! The show doesn’t go on? Grande Freddie Mercury! Lá
está, o Grunge não se perdeu… apenas se transformou. Grande Lavoisier! Conclusão: viva o…
Glorioso dia… 6 de dezembro. Alter Bridge e Shinedown… na mesma
embalagem? Myles Kennedy, Tremonti e Brent Smith?
Loucura!
A sério, sendo um metaleiro convicto isto até pode soar mal… mas eu dou o peito às
balas!
Se conseguir sobreviver, cá estarei para contar a história... deste duelo de gigantes!
Dizem que a “estridente” Cristina Ferreira está a fazer um diário de bordo das suas férias. Aproveitei essa fabulosa ideia para, nestas férias, fazer um diário musical das principais bandas que me acompanharam ao longo do tempo. Sou tão inteligente! Modéstia à parte será com certeza um diário bem mais interessante. Digamos que vou fazer uma espécie de flashback do meu percurso pelos caminhos turbulentos do Heavy Metal. O metal apareceu-me pela primeira vez através destes “malditos” AC/DC…
Acho que todos
temos bem guardadinhas num armário todas
aquelas bandas que nos acompanharam ao longo dos tempos. Nada a fazer, agora até já parecia um senhor de 90 anos a
relatar as suas memórias. Vou refazer o
parágrafo anterior. É assim: por muita
música que tenhamos ouvido ao longo da vida, existem sempre aquelas que nos ficaram mais presentes no ouvido e na memória. Pronto, acho que agora expliquei a coisa como
manda a sapatilha.
No meu excêntrico ranking musical, as bandas são contabilizadas pela quantidade
de temas que me arrebataram por completo. Como exemplo, posso falar dos Pain Of Salvation que “fabricaram
“ o genial, Iter Impius, mas o restante reportório nunca atingiu esse patamar de excelência.
Seguindo este
raciocínio , acho que não andarei muito longe da verdade se afirmar que, depois dos longínquos tempos dos Queensryche,
só existiu uma banda que atingiu essa posição
de relevo no meu super congestionado armário.
Isto é incrível! Estes
tipos fazem-me a vida negra . Ainda estava a recuperar do impacto do fabuloso Hymns For The Brokene , pela
amostra, já estou com mais uma
obra-prima à perna!
Comecei a frequentar este alucinante mundo do Sex, Drugs & Metal desde que me nasceram os dentinhos de leite. Mentira: as duas primeiras etapas surgiram mais tarde, na altura dos dentes do
siso. Verdade!
Devo alertar a
população para o seguinte facto: no meu delirante universo metaleiro, nunca
fui muito à bola com a ideia de meter as
mulheres ao barulho. Literal e
metaforicamente falando. Tudo bem, elas
até podiam andar por ali nos vídeos a decorar a paisagem.
Lembram-se do célebre vídeoclipe do tema, Here I Go Again, dos imortais
Whitesnake?
Claro que não! Eu
também só tenho uma vaga ideia, porque
nessa altura os meus interesses andavam
mais à volta das papinhas Cerelac e do
Avô Cantigas. Confesso que, uma vez por outra, dava uma espreitadela à revista Gina, mas aquilo era areia demais para a minha camioneta.
Voltando ao assunto, nessa época pré-histórica , a estrondosa Tawny
Kitaen eclipsou por completo a poderosa
voz do seu mais que tudo, David Coverdale.
Acho que deu para entender a ideia: é sempre estimulante ter alguém por perto com argumentos e atributos para alegrar o ambiente.
Quanto ao resto, aqui só havia espaço para vozes poderosas, que conseguissem acompanhar as fulminantes batidas da bateria e os
letais riffs das guitarras.
Tão enganadinho que eu andava.
Numa soalheira tarde primaveril, fui surpreendido pelo
tema Memories
e lá se foram as minhas românticas fantasias
musicais pela janela fora. Não
sei se foi num dia 13, mas aquela súbita aparição da deusa
Sharon den Adel mudou a minha vida por completo. Hoje sou um
homem completamente diferente. Além de ter rapado o bigode, já consigo assistir a um jogo do Benfica do princípio até ao fim. Peço desculpa, é sempre a mesma coisa … acabei por blasfemar num assunto tão delicado.
Agora a sério: foi nesse abençoado momento que se deu a minha conversão ao admirável
mundo novo das… Female
Fronted Bands!
O pessoal não tem a mínima ideia do que se passa por
estes lados. Este projeto tem sido uma
luta desgastante em busca da verdade, no que ao universo do Metal Feminino diz respeito. Mas está tudo bem encaminhado para que, finalmente, o
mundo descubra quais são as 10 felizardas, que irão passear o seu talento pela nossa deslumbrante passadeira vermelha.
Temos sido pressionados para acelerar o processo, mas este
é um assunto demasiado delicado para ser tratado de forma leviana. Estamos a
falar de um blogue rigoroso, que cumpre religiosamente todas as diretivas
comunitárias. Aqui não existem défices, pontas soltas ou equívocos.
Avancemos
com firmeza para a próxima, Estrela
da Companhia.
Tarja Turunen saiu dos bosques sombrios da Carélia do Norte para iluminar os nossos
dias.
Podemos correr e
saltar que não encontramos uma
voz tão poderosa como esta. Poderosa no sentido lírico do termo. Esta fantástica mezzo soprano é considerada um dos grandes símbolos da
Finlândia e, para bem dos nossos pecados, enveredou pelos caminhos esplendorosos do Heavy Metal.
De contrário, hoje em dia poderia muito bem estar a maravilhar o Scalla
de Milão, a Ópera de Viena ou até mesmo
o Teatro Nacional de São Carlos. Cruzes, canhoto!
Sobreviveu à saída tempestuosa dos Nightwish e prosseguiu
serenamente com a sua vidinha .
Participou em vários projetos dos quais posso destacar a
sua reunião com Sharon Den Adel, outra
celebridade com lugar cativo no passeio da fama do hiperativo , Female Fronted Metal.
Oops… lá se foi o suspense. Agora descaí-me e acabei por revelar a
próxima protagonista desta longa-metragem. Paciência, agora é tarde para emendar o erro.
Com os pés bem assentes no chão e a voz a viajar por sonoridades diferentes, Tarja Turunem continua
a deslumbrar e mantém intacto o mítico rótulo de Diva do Metal.
Atenção, há aqui
um pequeno pormenor a ter em conta: após a separação, os Nightwish nunca mais foram os mesmos e
Tarja Turunen perdeu um pouco daquele seu lado mais selvagem.
No fundo, ficamos todos a perder e não me
espantaria se, um dia destes, as duas partes se sentassem confortavelmente a
fumar o cachimbo da paz.
Em bom finlandês , despeço-me com amizade : Kiitos huomiota!
Ao contrário do que acontece no universo
masculino, todos sabemos que para uma mulher conseguir um lugar de destaque na indústria musical, não basta ter talento. É preciso muito mais. Não adianta estarmos com meias palavras : umas belas curvas sempre deram um jeitaço enorme!
Amanda Somerville, que nem sequer é mal parecida, sempre foi conhecida pelas suas gordurinhas localizadas. Mas não
foi por isso que ficou pelo caminho. Conseguiu seguir em frente, porque vive
intensamente a música e sempre tirou de
letra todos os desafios que lhe foram
colocados pela frente.
E que desafios! Versátil como todos os
grandes artistas, podemos dizer que esta loira do Michigan é quase como o
eletrão da Física Quântica: ninguém sabe onde ela anda, mas depois acabamos por descobrir que está em
tudo quanto é sítio!
Estamos, portanto,
a falar da… Princesa dos Mil Ofícios!
Apesar de Amanda Somerville já ter contracenado
com os maiores nomes do Metal, a dada altura fiquei de cara à banda com o aparecimento
de Michael Kiske na jogada.
Foi mesmo uma
jogada de mestre, porque aquela
fusão funciona às mil maravilhas.
Como seria de esperar, estas duas almas gémeas
vocais deram um novo fôlego às
suas carreiras, já de si
repletas de momentos de grande
intensidade criativa.
Devo acrescentar que esta joint venture acaba por ser um verdadeiro festim aqui para o rapaz, porque
desde os gloriosos tempos dos
Helloween que considero Michael Kiske uma das maiores vozes masculinas do Metal .
Eu ando atrás de tudo mas às vezes esqueço-me do mais
importante. Hoje apetece-me fazer uma
pausa no Top-10 das senhoras. Elas
também precisam de alguma paz e sossego.
Digo-vos com humildade : isto é um falhanço de
primeira. Eu sabia que os Breaking
Benjamin existiam e até já andei por
aqui às voltas com as melhores bandas da
área do Post-Grunge. Só não sei como deixei escapar estes tipos .
Estou desiludido . Pensava que descobria tudo à primeira e
acabei estarrecido perante este magnífico, Dark Before Dawn.
Fui para trás e descobri que esta gente já anda por aqui desde os
primórdios da humanidade.
Se calhar vou ter que me dedicar a outras atividades menos
exigentes.
Aquela colaboração
com os Kamelot , principalmente no espantoso videoclip do tema Sacrimony , provocou algumas ondas
de choque nos meus desgastados neurónios. Quem seria a personagem ? As
intensas pesquisas levaram-me
direitinho ao encontro de uma
banda fabulosa que inventou uma fórmula
que jamais passaria pela cabeça do génio
Einstein : Metal + POP = LOUCURA !!!!!! Para início de conversa, os
Amaranthe, além de ultrapassarem a velocidade da luz em termos
instrumentais, têm 3 vocalistas : dois homens e uma mulher. Nada habitual, diga-se de passagem, mas esta combinação acaba por ser um verdadeiro ménage
à trois vocal… que até arrepia.
Lembram-se da
minha intervenção sobre Maria Demurtas dos Tristania ? Aqui ninguém “abafa” ninguém . Todos sabem ocupar o seu lugar e todos brilham à grande e à sueca ! A doce e delicada voz de Elize Ryd contrasta de forma magistral com os registos
mais “violentos” dos seus companheiros Henrik Englund e Jake E.
Digamos que os
Amaranthe são uma espécie de : A Bela e os Monstros !
Só tenho pena que
o grande Einstein não esteja cá para assistir a estas novas descobertas científicas…
O pessoal ficou indignado com a ausência desta portentosa
holandesa na primeira edição do famoso , TOP 10-Vozes Femininas-Heavy Metal. Até
eu fiquei agastado. Foi, sem dúvida, um dos nomes mais falados para ingressar
nesta segunda versão.
Confesso que fui
tentado a ceder às pressões e
estive na queima para recrutar a ex-frontwoman dos After Forever. Desgraçadamente, e com muita pena minha, aquele casamento com os
Nightwish resultou num estrondoso fracasso. Digamos que foi a morte da artista !
Resta saber se
foi Floor Jansen que acusou o peso da
responsabilidade, ou se foram os
Nightwish que não souberam
explorar as suas enormes capacidades vocais. Conclusão :
prometeu muito mas, apesar dos
seus 1.84 m de altura, acabamos por ficar com uma… floor(zinha)
de estufa . Azar…
Andava eu aqui às
voltas com a rubrica Senhoras Do Metal e acabei por me distrair à força toda.
Como o tempo passa ! Muita água passou debaixo da ponte
desde o super aplaudido TOP 10-Vozes Femininas-Heavy Metal. A enorme
enxurrada de comentários no canal do Youtube obrigou-me a meter mãos à obra para “fabricar”
uma 2ª. edição desta requintada amostragem feminina.
Todos sabemos que em equipa que ganha não se mexe, no
entanto, como o tempo não perdoa, é
perfeitamente normal que existam alguns
ajustamentos a considerar.
Isto é quase como
no futebol : há sempre entradas, saídas ,
promessas confirmadas e adiadas.
Para quem só agora
entrou em contacto com este fabuloso
blogue e não está a par dos assuntos cruciais aqui abordados, nada como
relembrar a primeira edição.
Cá está ela em todo o seu esplendor :
Não é que eu queira fazer render o peixe mas, por agora, vamos ficar com as saídas porque já estou
aqui a bocejar por todos os lados.
Voltarei mais tarde com as promessas , subidas, descidas e entradas. Parece fácil mas isto dá uma trabalheira dos diabos…
SAÍDAS
Amy Lee (Evanescence)
Uma das mais elogiadas da edição anterior mas ainda
estou para saber o que se passou com
aquela cabeça . A verdade é que a antiga(?) superstar dos Evanescenceresolveu inventar e meteu-se num beco sem
saída.Colocou os Evanescence a marinar,
deu largas à imaginação e… espatifou-se por completo.Por favor, oálbum a solo,Aftermath
, é uma verdadeira aberração da natureza
. Onde é que ela foi desencantar aquilo
? Desilusão total. Anette Olzon (ex-Nightwish)
Teve a difícil tarefa de substituír a deusa Tarja Turunen
nos Nightwish e, verdade seja dita, até
nem se portou muito mal. Quando tudo parecia um mar de rosas, as coisas azedaram a sério e deram para o torto de forma dramática. Após uma escaldante fase de lavagem de roupa suja, Anette acabou por ser demitida da banda.
Esperava-se uma vingança servida a frio, mas o álbum
Shine
deitou por terra todas essas
esperanças.
Liv Kristine (Leaves Eyes)
Eu até gostava daquela voz angélica que parecia um
sussurro para os nossos ouvidinhos. E temos de admitir que Liv Kristine não deixa de ser, igualmente, um regalo para as nossas vistinhas.
Vocês podem não
acreditar, mas aquela vozinha serena acabou por me
cansar. Agora , parece-me sempre mais do
mesmo. Falta ali um pouco de versatilidade.
Charlotte Wessels (Delain)
Apesar das vozes serem completamente distintas este é um
caso muito parecido com o anterior.
Se tiverem um bocadinho de paciência
para me aturar eu vou copiar quase na
íntegra o que já disse em relação a Liv Kristine.
Eu até gostava
daquela voz suave que parecia a Shania
Twain do Metal. E temos de admitir que ,
em termos visuais, a Charlotte faz com
que a Shania pareça uma velhinha
desdentada e carregada de osteoporose.
Vocês poderão não acreditar: não é
que aquela voz acabou por me cansar ? Agora parece-me mesmo a verdadeira Shania
Twain “desdentada” do Country-Pop. Falta ali um pouco de sal e, quiçá, alguma pimenta.
Ailyn (Sirenia)
The Path To Decay foi o tema que me despertou a atenção. Parecia talhada para altos voos mas, não sei
se foi das correntes de ar, aquela voz ficou um tanto ou quanto esganiçada para meu gosto. Para ajudar à
festa, os trabalhos seguintes da banda revelaram alguma estagnação em termos de criatividade e inovação. Temos pena…
Mary Demurtas ( Tristania )
A voz é de categoria e basta ouvirmos o tema Exile para ficarmos extasiados. No
entanto, admito que talvez nem tenha
sido só pelos dotes vocais
que “chamei” esta italiana para ocupar o 10º. lugar da
primeira edição. Se derem uma atenta
vista de olhos à imagem entenderão
facilmente o meu entusiasmo. Acabei por bater contra um poste ! Ocupou o
lugar de Vibeke Stene nos Tristania,
tremeu um pouco , ganhou confiança e, quando se preparava para dar a estocada final,
os seus companheiros resolveram
dar nas vistas. Literalmente,
tiraram-lhe o pio. Com amigos destes…
não há voz que resista. Enfim, no final
das contas, Mary Demurtas não conseguiu
a proeza de juntar o útil ao agradável.
Não sei se me fiz
entender...
O pessoal já entrou em estado de choque a tentar descobrir quem serão
as novas princesas que vieram ocupar estes ilustres lugares . Agora a sério : o país já tem problemas que chegue e
eu não quero provocar tumultos. Aconselho um pouco de calma e paciência.
Aguentem serenamente os cavalos porque eu já sou velhinho e não consigo fazer tudo à primeira.
Há que dar tempo ao tempo, eu posso demorar, mas nunca falho !
Não há volta a dar, quando se fala de Heavy Metal, todos os caminhos vão dar a… António Freitas !
Prosseguimos em
ALTA TENSÃO com a segunda parte da nossa eletrizante conversa com este fenómeno
da comunicação metaleira.
ROCK ON, BROTHERS !!!!
Será
que em Portugal as pessoas ainda estão
intrigadas com o Heavy Metal ? A televisão
continua bastante assustada. A que se deve , por exemplo, o total desprezo
em relação ao festival Vagos
Open Air ?
Os tempos mudaram
e basta olhar para os nossos filhos para constatar que eles já estão à vontade com a noção do Heavy
Metal. A televisão está um pouco
afastada devido aos custos de
produção. Eles dizem logo: “ isto não tem audiência, a malta agora vê
tudo na internet e já não faz
sentido fazer programas de televisão”. Eu acho que não é assim que
funciona porque há muita gente que ainda vê televisão e é por aí que se educa
muita gente. Aliás muita gente me diz que aprendeu através dos meus programas de televisão e rádio.
Em relação a Vagos, a questão é que o festival ainda não atrai
suficiente quantidade de pessoas para merecer uma cobertura pelos principais canais de televisão. Isso acabará
por mudar quando aparecerem mais bandas como os Within Temptation que são capazes de atraír esse tipo de atenção
.
Falaste no Vagos
Open Air mas tens o Barroselas que já existe há imensos anos, tens o Moita Metal Fest , o Hard Metal Fest em Mangualde
que também já existe há uma data de tempo, ou seja, tens pequenos fenómenos desse género. Mas, às tantas, não se justifica em termos editoriais a deslocação de uma equipa de televisão.
Isto hoje em dia funciona exatamente assim e é por isso que
tens os canais de televisão a
utilizarem imagens do youtube porque já não têm dinheiro para ir aos locais e
fazer as entrevistas .
Já deves ter assistido a milhares de concertos. Consegues
enumerar os que mais te marcaram ?
Tanta coisa, tanta emoção ! Ver a minha banda preferida , os Black Sabbath, na reunião com o Ozzy Osbourne em Birmingham. Metallica
no Snake Pit em Alvalade, ter a
oportunidade de os ver num clube para
300 pessoas na Alemanha. Caramba ! Ter
estado no estúdio dos Metallica no quartel
general
deles nos Estados Unidos… isto já
não é um espetáculo , mas pronto. Ver o Ozzy ao vivo na República Checa, ir no mesmo autocarro que eles com o Geezer Butler
à
minha frente agarrado a um rádio transistor para ouvir um relato de futebol da equipa dele… man, bolas !
Nos Black Sabbath , chorei de emoção porque estava a ver a minha banda
favorita que eu nunca julguei ver ao vivo .
Assistir ao ensaio dos AC/DC para o Black Ice na Pensilvânia para 1000 fãs. É pá, são
cenas brutais ! Marilyn Manson no início de carreira em Londres… estar ali, junto à grade a tirar fotografias e o gajo a
levar com as escarretas todas do público,
porque ele pedia ao pessoal para lhe
cuspirem para cima. Man, há tanta tanta cena que eu às vezes até me
passo ao relembrar certos episódios marados.
Slayer a tocarem em Milwaukee numa sala que levava 2000
pessoas no máximo. Biohazard com o Bobby
Hambel que era absolutamente incrível, não parava em
palco. Ramones , foi o meu primeiro
espetáculo em Cascais, em 1983, se não
estou em erro . Os Rainbow com o Ritchie Blackmore e o Cozy Powell a tocar bateria, um músico absolutamente
fabuloso .
Estou convencido que tens na ponta da língua os 5 álbuns
que ocupam um lugar de destaque na tua coleção.
Impossível … são muitos anos! Quando me perguntam que álbuns é que eu levaria
para uma ilha eu fico logo… Antigamente
pensava , “como vou levar os meus 40.000
discos para a ilha ?”, agora já
consegues colocar isso num disco rígido. Mas, assim, obras incontornáveis ? Eventualmente o Master Of Reality dos Black
Sabbath,
Ride The Lightning , dos Metallica . Frank Zappa, Shake Yerbouti,
que é um álbum que me partiu a cabeça
porque me obrigou a aprender a falar inglês para perceber as maluquices que lá
estavam. Tanta coisa !
Pink Floyd é essencial , Doors, Fear
Factory, White Zombie, System Of A Down, Thin Lizzy, Blue Oyster Cult . Há tanta cena
emocionante que eu não consigo dizer só
5. Desculpa !
Já falaste com
grandes estrelas do Metal. Todos sabemos
que entrevistaste aquele que será um dos
maiores ícones da história do Heavy Metal. Como é que correu esse
encontro com o lendário OZZY OSBOURNE ?
Eu falei com ele três vezes e foram todas, assim, algo maradas. A primeira foi em Madrid, ele andava a anunciar
que tinha deixado de beber, o gajo
estava à minha frente a… desfazer-se! Mas o Ozzy é uma daquelas personagens
marcantes.
Mas, conversas, conversas, tenho com o Danko Jones, um puto canadiano que faz álbuns
absolutamente incríveis. Tive uma grande conexão com ele a falar de música… é desabafar, percebes ? Porque eu sou daquele tipo de pessoas que só
fala de música. Eu não falo de futebol porque não tenho pachorra , carros,
gajas… eu falo é de música ! Já estás a perceber, estou a dar-te aqui um
bocado de seca porque eu raramente tenho a oportunidade defalar com as pessoas sobre música.Com o Danko Jones tive essa
ligação. É pá, mas Marilyn Manson foi também outra pessoa
absolutamente incrível que eu segui desde o início.
Os Metallica… o Hetfield
é muito boa onda, é o gajo mais tímido e reservado da banda. O extrovertido é o Lars Ulrich, é aquele bonacheirão que começa a falar e nunca mais
acaba .O Kirk Hammett é também algo tímido e nos momentos mais
tensos está ali para acalmar o pessoal.
O Jason Newsted é um porreiraço de primeira água.
Deve
existir um António Freitas para lá do
metal. Deves gostar de ler.
Nunca li jornais e
livros é basicamente biografias de artistas. Tive o prazer traduzir a história
dos AC/DC que vai ser publicada brevemente. Li também a biografia do Sting, do gajo dos Red Hot Chili Peppers e estou a preparar-me para ler a do Dave Mustaine
. Mais, biografia do Ozzy, Tony Iommi , Lemmy…
livros é por aí.
Cinema ?
Vejo muito cinema,
a minha obra de referência será,
eventualmente, a Laranja Mecânica do Kubrik e o Alien
do senhor Ridley Scott. Há uma data de outro filmes que também gosto mas foram estas obras que me deixaram
completamente de rastos .
A
minha filha adorava saber a tua opinião sobre estas duas bandas :
É uma banda que está bem conseguida mas confesso que
esperava que eles fossem por outro tipo de tendência, por assim dizer. O último álbum deixou-me algo desiludido porque
estava muito rip-off … cenas gamadas aos Machine Head . Acho que eles não tinham necessidade de fazer
isso , pura e simplesmente. São uns putos com cabeça e gostava imenso que eles
fizessem algo de mais pessoal .
É aquela onda da nova geração que eu acho que é muito
igual a tantas outras. Curiosamente, o
meu filhote mais velho anda a ouvir
precisamente esse género de bandas…
Perdemos a mão neles… eles agora é que sabem ?
Não, de forma alguma, é por essas bandas que eles vão acabar por ir
bater ao sítio onde tudo começa .
Para finalizar, consegues identificar na cena metaleira nacional alguma banda com potencial para seguir as pisadas dos consagrados
Moonspell ?
Dificilmente…
digamos que Portugal está muito deslocado da base e torna-se complicado as bandas portuguesas
saírem do seu berço. Os Moonspell conseguiram porque foi na altura certa. Se te lembrares tinhas os Ramp e os Tarântula
que ainda gravaram algumas coisas a nível internacional mas depois as coisas
não correram muito bem . Os Moonspell serão ,eventualmente, o único caso de
sucesso internacional. Faça-se a exceção
para os More Than a Thousand que estão a
fazer carreira além-fronteiras. Tens que falar nesta banda à tua filha porque estão
dentro daquela onda , Emo e Metalcore.