Este blogue sempre esteve em cima de tudo o que se passa no meio do metal e arredores. Este ano já vai quase a meio e ainda não conseguimos publicar uma simples frase.
Será que os três magníficos, Sebastian, Skulder e
Pestilence, passaram-se de vez? Será
que se dedicaram ao sacerdócio? Será que
estão apaixonados? Não uns pelos outros… cruzes canhoto! As nossas fãs sabem que sempre estivemos à altura dos acontecimentos. Sempre correspondemos às imensas
solicitações. A verdade é que estas dúvidas estão a martirizar os milhares
de admiradores que passam por aqui. Pedimos imensa desculpa , mas neste momento ainda não conseguimos responder a todos os e-mails
que nos aparecem a questionar sobre este
enigmático desleixo.
Enquanto refletimos sobre o rumo a seguir, vamos recuperar um dos nossos melhores
momentos.
O fabuloso texto foi da autoria do Sebastian e o estrondoso
vídeo esteve a cargo do mestre Skulder.
Com a morte de Kurt Cobain, a cidade norte-americana de
Seattle ficou mais cinzenta e o movimento grunge capitulou.
No entanto, para bem dos nossos pecados, a bactéria super
resistente desta turbulenta “fornada de ouro“ continuou a fazer estragos e
infetou, implacavelmente, as gerações seguintes.
As camisas de flanela foram à vida, os cabelos ficaram
mais aprumadinhos , as letras e os acordes amansaram, mas a verdadeira essência
permaneceu e alcançou horizontes que Cobain, Eddie Veder ou Layne Staley jamais
sonhariam.
Morreu o grunge, viva o post-grunge!
Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam e Alice in Chains, deram
início à longa caminhada, mas os seus seguidores deram boa conta do recado e
transportaram, com firmeza , esta genial ideia até aos dias de hoje.
Quem são os discipulos? Boa pergunta. Merece uma resposta à medida.
Andava eu aqui às
voltas com a rubrica Senhoras Do Metal e acabei por me distrair à força toda.
Como o tempo passa ! Muita água passou debaixo da ponte
desde o super aplaudido TOP 10-Vozes Femininas-Heavy Metal. A enorme
enxurrada de comentários no canal do Youtube obrigou-me a meter mãos à obra para “fabricar”
uma 2ª. edição desta requintada amostragem feminina.
Todos sabemos que em equipa que ganha não se mexe, no
entanto, como o tempo não perdoa, é
perfeitamente normal que existam alguns
ajustamentos a considerar.
Isto é quase como
no futebol : há sempre entradas, saídas ,
promessas confirmadas e adiadas.
Para quem só agora
entrou em contacto com este fabuloso
blogue e não está a par dos assuntos cruciais aqui abordados, nada como
relembrar a primeira edição.
Cá está ela em todo o seu esplendor :
Não é que eu queira fazer render o peixe mas, por agora, vamos ficar com as saídas porque já estou
aqui a bocejar por todos os lados.
Voltarei mais tarde com as promessas , subidas, descidas e entradas. Parece fácil mas isto dá uma trabalheira dos diabos…
SAÍDAS
Amy Lee (Evanescence)
Uma das mais elogiadas da edição anterior mas ainda
estou para saber o que se passou com
aquela cabeça . A verdade é que a antiga(?) superstar dos Evanescenceresolveu inventar e meteu-se num beco sem
saída.Colocou os Evanescence a marinar,
deu largas à imaginação e… espatifou-se por completo.Por favor, oálbum a solo,Aftermath
, é uma verdadeira aberração da natureza
. Onde é que ela foi desencantar aquilo
? Desilusão total. Anette Olzon (ex-Nightwish)
Teve a difícil tarefa de substituír a deusa Tarja Turunen
nos Nightwish e, verdade seja dita, até
nem se portou muito mal. Quando tudo parecia um mar de rosas, as coisas azedaram a sério e deram para o torto de forma dramática. Após uma escaldante fase de lavagem de roupa suja, Anette acabou por ser demitida da banda.
Esperava-se uma vingança servida a frio, mas o álbum
Shine
deitou por terra todas essas
esperanças.
Liv Kristine (Leaves Eyes)
Eu até gostava daquela voz angélica que parecia um
sussurro para os nossos ouvidinhos. E temos de admitir que Liv Kristine não deixa de ser, igualmente, um regalo para as nossas vistinhas.
Vocês podem não
acreditar, mas aquela vozinha serena acabou por me
cansar. Agora , parece-me sempre mais do
mesmo. Falta ali um pouco de versatilidade.
Charlotte Wessels (Delain)
Apesar das vozes serem completamente distintas este é um
caso muito parecido com o anterior.
Se tiverem um bocadinho de paciência
para me aturar eu vou copiar quase na
íntegra o que já disse em relação a Liv Kristine.
Eu até gostava
daquela voz suave que parecia a Shania
Twain do Metal. E temos de admitir que ,
em termos visuais, a Charlotte faz com
que a Shania pareça uma velhinha
desdentada e carregada de osteoporose.
Vocês poderão não acreditar: não é
que aquela voz acabou por me cansar ? Agora parece-me mesmo a verdadeira Shania
Twain “desdentada” do Country-Pop. Falta ali um pouco de sal e, quiçá, alguma pimenta.
Ailyn (Sirenia)
The Path To Decay foi o tema que me despertou a atenção. Parecia talhada para altos voos mas, não sei
se foi das correntes de ar, aquela voz ficou um tanto ou quanto esganiçada para meu gosto. Para ajudar à
festa, os trabalhos seguintes da banda revelaram alguma estagnação em termos de criatividade e inovação. Temos pena…
Mary Demurtas ( Tristania )
A voz é de categoria e basta ouvirmos o tema Exile para ficarmos extasiados. No
entanto, admito que talvez nem tenha
sido só pelos dotes vocais
que “chamei” esta italiana para ocupar o 10º. lugar da
primeira edição. Se derem uma atenta
vista de olhos à imagem entenderão
facilmente o meu entusiasmo. Acabei por bater contra um poste ! Ocupou o
lugar de Vibeke Stene nos Tristania,
tremeu um pouco , ganhou confiança e, quando se preparava para dar a estocada final,
os seus companheiros resolveram
dar nas vistas. Literalmente,
tiraram-lhe o pio. Com amigos destes…
não há voz que resista. Enfim, no final
das contas, Mary Demurtas não conseguiu
a proeza de juntar o útil ao agradável.
Não sei se me fiz
entender...
O pessoal já entrou em estado de choque a tentar descobrir quem serão
as novas princesas que vieram ocupar estes ilustres lugares . Agora a sério : o país já tem problemas que chegue e
eu não quero provocar tumultos. Aconselho um pouco de calma e paciência.
Aguentem serenamente os cavalos porque eu já sou velhinho e não consigo fazer tudo à primeira.
Há que dar tempo ao tempo, eu posso demorar, mas nunca falho !
Esta é a famosa foto que fez imenso
furor nas redes sociais.
Pronto, se calhar não fez tanto furor assim… eu é que tenho uma tendência doentia para empolar
um pouco as coisas . Adiante… a história conta-se em poucas palavras.
Era uma vez um puto aventureiro que, numa das suas arrojadas peregrinações pelo espantoso
mundo do Metal, deu de caras com dois ilustres lusitanos : Álvaro
Costa e Miguel Quintão.
Como seria de esperar, houve logo festa à portuguesa !
Na altura, vaticinamos
que esta foto iria dar muito que
falar !
Grandes profetas ! O tempo voou e cá
estamos nós a tentar adivinhar onde tudo
isto aconteceu .
Enviei a foto para o
mestre Álvaro Costa que tratou logo de inventar um concurso para decifrar o
mistério. A coisa esteve difícil, mas a
maioria do pessoal acertou ou andou lá perto.
Aqui está a prova do “crime” !
Há milhões de anos
atrás, eu e um grande amigo metemo-nos no meu Fiat Tipo e “zarpamos” a todo o gás em direção a Barcelona para o
lendário Monsters Of Rock.
O elenco era de fazer crescer água na boca : AC/DC,
Metallica e Queensryche !
METALLICA em 1991
Por incrível que pareça, foi a banda de menor cartaz que nos
fez embarcar nesta gloriosa aventura. Infelizmente, já nas imediações do Estádio Olímpico, recebemos a
triste notícia que os Queensryche tinham cancelado o concerto à ultima da hora, tendo
sido substituídos à pressa pelos Tesla.
O choque foi brutal mas o ambiente era de tal forma eletrizante que nem
houve tempo para grandes lamentações.
Levantamos a cabeça e mergulhamos de corpo e alma naquela atmosfera
infernal que tomou conta da “Montanha
dos Judeus “ .
Conclusión : fue
una cuchipanda de clamar a los cielos !!!!!
Os Flyleaf surgiram em 2000 com um plano bem definido : alertar-nos para a evidência de que esta vida é
demasiado curta e preciosa para ser percorrida por caminhos lamacentos e perigosos.
Lacey Sturm foi a voz que nos apresentou de forma dramática essa
mensagem.
A sua arrepiante
história , contada no livro , “ The Reason: How I Discovered a Life Worth Living “, foi a grua que catapultou
a banda para a ribalta dos palcos Post-Grunge mundiais.
Ninguém estava à
espera desta deserção, mas a maternidade tem destas coisas.
Os Evergrey atravessaram-se
no meu caminho no longínquo ano de 2003
através do assombroso álbum , Recreation
Day.
Confesso que o impacto foi catastrófico. Apesar da idade avançada , considero-me um
senhor alegre e bem disposto, mas
aquele ambiente sombrio a resvalar para a melancolia acabou por me
afetar de forma irreversível. Nunca mais fui o mesmo .
A partir desse
crucial momento , foi sempre a andar para trás : In Search Of Truth (2001), Solitude, Dominance, Tragedy
(1999) e The Dark Discovery (1998)
Depois , levantei a cabeça e segui em frente : The Inner Circle (2004), Monday Morning Apocalypse (2006), Torn (2008) e Glorious Collision (2011)
Nesta longa viagem
, e após intensa reflexão , concluí que ,
apesar da diversidade temática e sonora ,
todos estes álbuns possuem um cunho muito especial que os une. Será uma espécie de marca registada dos
Evergrey. Foi esta atmosfera
“ inquietantemente depressiva “
que transformou este quinteto escandinavo numa
banda de culto dentro do “underground” metaleiro internacional.
Estamos a falar de uma banda de Metal Progressivo com
tonalidades obscuras e com traços
bem definidos : guitarras
sublimes, letras emocionantes, estrutura musical inteligente mas acessível e, “ last but not least” … a imaculada
voz do carismático TOM ENGLUND
!
Aqui não há espaço para contos de fadas. Os temas
abordados são fortes e de difícil digestão :
religião,
pedofilia , corrupção, amor, ódio, pânico, suor e …
muitas lágrimas !
Andei para trás e fui para a frente … eis-nos chegados à reta final de 2014 .
Será altura para
estender a passadeira vermelha para a obra-prima : HYMNS FOR THE BROKEN !
Em Glorious
Collision fiquei com algumas
minhocas na cabeça quanto ao rumo que a banda poderia levar.
Agora posso respirar de alívio porque as
dúvidas dissiparam-se por completo.
Com o regresso dos “filhos pródigos” , Henrik (guitarra) e Jonas (bateria),
a antiga química funcionou na perfeição e estamos de regresso aos
fascinantes trilhos cinzentos e
melancólicos que nos fazem vibrar e parar … para pensar.
Não há duvidas : os EVERGREY regressaram em grande … ao local do crime !
O tempo voa e o
mundo é composto de mudança . Ora aqui está uma frase bombástica que será uma
verdadeira novidade para a maioria do pessoal.
Adiante, o que interessa saber é que o processo evolutivo
está constantemente a pôr-nos à prova colocando- nos perante as mais escabrosas e/ou
fascinantes evidências.
Quase sem darmos por isso, as transformações acontecem minuto a minuto sendo
o mundo do Rock’n’Roll um dos melhores exemplos desta assombrosa viagem.
Como este multifacetado Blogue está sempre na vanguarda
do progresso eis-nos, todos pimpões, a inaugurar uma nova e cativante rubrica : SINAL DOS TEMPOS !
Não me vou alongar com grandes considerações sobre esta matéria, até porque , para bom ouvido , meio “ acorde” basta !
DIO - HOLY DIVER - Live Astoria Theatre - Londres - 2005
Lançado na primavera de 1983, este é um dos maiores clássicos da lenda norte-americana,
Ronnie James Dio.
KILLSWICH ENGAGE - HOLY DIVER - Live Rock Am Ring - 2012
Eu tenho uma visão ligeiramente diferente de toda a polémica
que esta versão provocou nos corredores sinuosos do metal. Para os
mais “puritanos “ os Killswich Engage representam uma facção (Metalcore), que
está a contaminar o Heavy Metal puro e duro.
Na minha opinião , este cover apenas vem demonstrar a
vitalidade do Metal que consegue pegar num hino dos anos 80 para o enquadrar nas novas sonoridades que vão
surgindo.
Tudo isto sem adulterar a verdadeira autenticidade do tema.