Mostrar mensagens com a etiqueta Top 10 - Álbuns Hard'n'Heavy. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Top 10 - Álbuns Hard'n'Heavy. Mostrar todas as mensagens

EVERGREY: THE STORM WITHIN


Acho  que todos temos bem guardadinhas  num armário todas aquelas  bandas que nos acompanharam  ao longo dos tempos. Nada a fazer,  agora até já parecia um senhor de 90 anos a relatar as suas memórias.  Vou refazer o parágrafo anterior. É assim:  por muita música que tenhamos ouvido ao longo da  vida, existem sempre aquelas  que nos ficaram  mais presentes  no ouvido e na memória.  Pronto, acho que agora expliquei a coisa como manda a sapatilha.
No meu excêntrico ranking musical,  as bandas são contabilizadas pela quantidade de temas que me arrebataram por completo.  Como  exemplo,  posso falar dos Pain Of Salvation  que “fabricaram “ o genial,  Iter Impius,  mas o restante reportório nunca atingiu  esse patamar de excelência.
Seguindo este raciocínio , acho que não andarei muito longe da verdade se afirmar que,  depois dos longínquos tempos dos Queensryche,  só existiu uma banda que atingiu essa posição de relevo  no meu  super congestionado  armário.
Isto é incrível!  Estes tipos fazem-me a vida negra . Ainda estava a recuperar do impacto do fabuloso  Hymns For The Broken e , pela amostra,  já estou com mais uma obra-prima à perna! 

EVERGREY – UM HINO À PERFEIÇÃO !

Os Evergrey  atravessaram-se no meu caminho no longínquo ano de  2003 através do assombroso  álbum , Recreation Day.  
Confesso que o impacto foi catastrófico.  Apesar da idade avançada , considero-me um senhor   alegre e bem disposto,  mas  aquele ambiente sombrio   a resvalar para a melancolia acabou por me afetar de forma irreversível. Nunca mais fui o mesmo .
A  partir desse crucial momento ,  foi sempre a andar  para trás : In Search Of Truth (2001), Solitude, Dominance, Tragedy (1999) e The Dark Discovery (1998)
Depois , levantei a cabeça e segui em frente : The Inner Circle (2004), Monday Morning Apocalypse (2006), Torn (2008) e   Glorious Collision (2011)
Nesta  longa viagem , e após intensa reflexão , concluí  que ,  apesar da diversidade temática e sonora , todos estes álbuns possuem um cunho muito especial que os une.  Será uma espécie de marca registada dos Evergrey.  Foi esta  atmosfera  “ inquietantemente  depressiva “ que   transformou este quinteto escandinavo numa banda de culto dentro do “underground” metaleiro internacional.

Estamos a falar de uma banda de Metal Progressivo com tonalidades obscuras   e  com traços  bem definidos :  guitarras sublimes, letras emocionantes, estrutura musical   inteligente mas acessível  e, “ last but not least” …    a  imaculada  voz  do carismático  TOM ENGLUND  ! 
Aqui não há espaço para contos de fadas. Os temas abordados são fortes e de difícil digestão :
 religião, pedofilia , corrupção, amor, ódio, pânico, suor e  …  muitas lágrimas ! 
Andei para trás e fui para a frente  … eis-nos chegados à reta final de 2014 .




 Será altura para estender a passadeira vermelha para a obra-prima :   HYMNS FOR THE BROKEN !
Em  Glorious Collision  fiquei com algumas minhocas na cabeça quanto ao rumo que a banda poderia   levar.  Agora posso respirar de alívio porque as dúvidas dissiparam-se por completo.
Com o regresso dos “filhos pródigos” , Henrik  (guitarra) e Jonas  (bateria),  a antiga química funcionou na perfeição e estamos de regresso aos fascinantes  trilhos  cinzentos e   melancólicos  que nos fazem  vibrar e parar … para pensar.
Não há duvidas : os EVERGREY regressaram em grande  …   ao local do crime !

TOP 10 - ÁLBUNS HARD ' N ' HEAVY

Eu sei o que vocês estão a pensar : o gajo veio até aqui , cheio de ideias, armado em especialista musical e, no fundo , apresentou-nos 4 bandas e foi com o c……lho !
Têm toda a razão. A verdade é que tenho andado super atarefado por esse mundo fora, em conferências, simpósios, orgias, palestras, ménages à trois , colóquios, meetings, bacanais e cimeiras.
De regresso a Portugal, vou aproveitar esta curta pausa nas minhas actividades, para desvendar na íntegra o meu Top-10 e, depois , com mais calma , debruçar-me-ei mais em pormenor sobre o resto dos álbuns que tiveram a honra de serem destacados para figurarem neste prestigiado TOP 10.
Para quem só agora chegou ao nosso convívio, aproveito para informar que , apesar de serem 10 posições, não existe qualquer ordem específica nesta apresentação : estão todos em 1º. Lugar no meu coração ! Coisa linda…
AC/DC – BACK IN BLACK ( eu já expliquei que o 1º. Lugar não significa que é o melhor)

DREAM THEATER – METROPOLIS PT2 : SCENES FROM A MEMORY(técnica e emoção )

DIO – DIAMONDS-THE BEST OF DIO ( o verdadeiro MEFISTÓFELES )

EVERGREY - RECREATION DAY + THE INNER CIRCLE ( o fogo e o gelo que nos chegam da escandinávia )
Agora sim, aqui está o momento ansiosamente esperado por milhares de leitores.Esta é a parte nunca antes apresentada ao mundo ! Estou literalmente com a cueca na mão : como irá reagir a humanidade perante a revelação deste grandioso segredo ? Espero que corra tudo pelo melhor ….

METALLICA – THE BLACK ALBUM ( o vendaval que arrastou multidões )
QUEENSRYCHE – OPERATION MINDCRIME ( a verdadeira OBRA PRIMA )
BLACK SABBATH – HEADLESS CROSS ( colossal )
ALLEN / LANDE – THE BATTLE (Jorn Lande, a VOZ do momento)
WHITESNAKE-BEST OF WHITESNAKE ( David Coverdale, a VOZ de sempre )
KAMELOT- THE BLACK HALO ( um pequeno passo para o Homem , mas um grande salto para o Heavy Metal ! )
Sempre a considerá-los !

TOP 10 : EVERGREY - The Inner Circle

Lamento ter deixado o pessoal pendurado a meio da 4ª.posição do meu grandioso Top 10. De qualquer forma, devo confessar que naquela tempestuosa noite a electricidade foi abaixo e eu, para recuperar a imagem junto do exigente Sebastian , com enorme esforço, mesmo à luz da vela e mal conseguindo vêr o teclado do meu computador, ainda tive discernimento suficiente para deixar a coisa a meio. Penso que depois desta prova de grande amor à causa, o Sebastian não terá mais razões para me repreender em público. Agora que estou devidamente iluminado e com os pés bem quentinhos, vou avançar sem mais demoras e sem mais “ tangas “ para a outra obra-prima dos Evergrey : “ The Inner Circle “.
Trata-se de um álbum conceptual que tem como pano de fundo o fanatismo nas diversas religiões. Segundo as palavras dos próprios : “ este trabalho demonstra-nos até que ponto as pessoas se deixam influenciar, perdendo o controlo dos seus actos , entregando-se de corpo e alma aos cultos religiosos “.
Com Tom Englund a comandar as operações, umas vezes de forma emotiva e suave, outras de forma explosiva , os Evergrey apresentam-nos um trabalho intenso, carregado de emoção e raiva. Para reforçar toda a carga dramática contaram com as ajudas preciosas de Carina Englund e do trio Odemira … estou a brincar… do quarteto de cordas da orquestra sinfónica de Gotemburgo.
Por falar em Trio Odemira, o que será feito desta gente ? Logo que acabar este texto vou p’ra net investigar sobre o paradeiro da banda preferida do meu velhote .
Voltando ao que me trouxe aqui, vou de seguida enunciar com pompa e circunstância os destaques deste álbum :
A Touch of Blessing : se em certos momentos a voz de Englund e a guitarra de Danhage nos entram pelos ouvidos dentro como metralhadoras mortíferas , no segundo seguinte, fazem-nos lembrar um passarinho a chilrear na nossa janela. Não é p’ra me gabar mas penso que a imagem que acabei transmitir retrata na perfeição toda a ambiência deste tema
When the Walls Go Down : neste empolgante instrumental , enquanto nos deliciamos com as mirabolantes acrobacias técnicas dos mestres, Hakansson ( baixo ), Zander (teclas), Jonas Ekdahl (bateria) e Henrik Danhage (guitarra) podemos assistir, em segundo plano, a uma espécie de cerimónia religiosa onde um alucinado sacerdote vomita todos os seus recursos linguísticos numa tentativa desesperada para convencer os descrentes. Esta é a minha interpretação do tema, como é óbvio, poderão existir outras. Simplesmente genial !
Para finalizar em grande estilo , nada melhor do que versões acústicas de três faixas do álbum anterior, gravadas ao vivo em França : I’m Sorry, Recreation Day e Madness Caught Another Victim. Os franciús não mereciam tanto !
Depois do palavreado todo sobre estes 2 álbuns deixo-vos com o emocionante dueto Carina / Tom : “ For Every Tear That Falls “ gravado ao vivo em Gotemburgo e incluído no álbum “ The Dark Discovery “. Enjoy !

J.Pestilence







TOP 10 : EVERGREY - Recreation Day

Depois do injusto raspanete do meu amigo Sebastian, que em devido tempo terá a resposta adequada , aqui estou eu, com enorme sacrifício, a colocar mais uma pedra neste grande edifício : TOP 10 – Álbuns Hard’n’Heavy.
Dão pelo nome de Evergrey e não existe banda de Metal no mundo que consiga misturar com tanta inteligência , a ficção científica do George Lucas, o perfeccionismo do ProgMetal , a força do Power e os ambientes sombrios do Dark Metal . Como já deu para perceber trata-se de uma banda difícil de catalogar mas que desde a sua formação em 1996, nas terras geladas da Suécia , sempre surpreendeu pela intensidade das suas letras e virtuosismo da sua música. Liderados pelo impressionante vocalista Tom Englund estes escandinavos , apesar de terem andado lá perto nos trabalhos anteriores, atingiram definitivamente a perfeição nos álbuns “ Recreation Day “ (2003) e “ The Inner Circle “ (2004). Agora , se me permitem, vou cantar aquela música portuguesa tão popular : eu tenho dois amores, que em nada são iguais, mas não tenho a certeza, de qual eu gosto mais ! Pessoal, depois desta actuação, penso que, no mínimo merecia um aplauso de pé de todos os meus fans ! Obrigado ! Obrigado ! …… Onde é que eu ía ? Pronto, deixemo-nos de brincadeiras que o assunto é sério. É isso mesmo : não consigo destacar qualquer uma destas obras ! Como estou a apresentar um Top 10 e não um Top 11, decidi encaixar estes dois álbuns na posição nº. 4.
Depois do aclamado “ In Search Of Truth “ que muitos consideravam impossível de superar, os Evergrey deixaram de lado os raptos alienígenas e rumaram numa direcção mais terrena mas nem por isso menos fantástica. Em “ Recreation Day “, os vikings, de certa forma rompem com o seu passado, apresentando um trabalho mais poderoso instrumentalmente e mais profundo nos temas retratados . Apesar de globalmente pesado, este é um CD para ser digerido sem pressas , porque só assim se poderá dar atenção aos detalhes e às diferentes atmosferas que vão fluíndo durante todo o álbum.
Destaques:
I’m Sorry - cativante versão de uma das baladas pop mais conhecidas na Suécia.
Recreation Day – intrigante tema título do álbum que nos indica um dos caminhos a seguir para enfrentar e superar a morte de alguém próximo.
Unforgivable - com a participação da angélica voz de Carina, companheira de Englund, os Evergrey abordam um tema perigoso : pedofilia na Igreja Católica.
Trilogy Of The Damned – este bónus, inicialmente disponível só para o mercado japonês, é das coisas mais emocionantes que já ouvi em toda a minha vida. Sem rede, apenas com um piano a acompanhar, Tom Englund demonstra-nos que não será por acaso que a crítica especializada o coloca entre os maiores da actualidade. Para os infiéis, ou seja , para quem tinha dúvidas ou pensava que o Metal não passava de um bando de cabeludos aos berros, este é um daqueles temas que arrasa por completo todas essas “ teorias da difamação “ ! Por muito estatuto que possuam e por muito populares que sejam , esses Bonos, Jaggers e outros que tais , parecem meninos de coro quando comparados com estas verdadeiras forças da natureza. Gostos não se discutem, mas a diferença está mesmo à frente dos nossos ouvidos !
Já é muito tarde … como sou um homem de família e por muito que o Sebastian me dê nas orelhas, vou ter de completar esta 4ª. posição do top 10 noutra altura. Estou com os pés gelados e já não consigo raciocinar ….


TOP 10 : DIO-Diamonds : The Best of DIO








TOP 10 : DIO-Diamonds : Best of DIO
Quem é Ronnie James Dio ? Para muitos : Feiticeiro , Alquimista , para outros , apenas e só a… “ Encarnação do Diabo “ !
Dio é tudo isso e muito mais. Estamos a falar de uma das figuras mais enigmáticas e fascinantes do meio artístico e que melhor traduz a essência do Heavy Metal . Carisma, inteligência, atitude e, acima de tudo, uma poderosa voz , transformaram este minorca de metro e meio num dos gigantes da história da música !
Foi ele que inventou o lendário gesto dos dedos indicador e mindinho em riste simulando os cornos do Diabo e, desde então, não há concerto de Metal que se preze que não seja ornamentado com milhares de saudações demoníacas que, no fundo, simbolizam a união de todos os fiéis perante a celebração metálica !
Ronald Padavona, , filho único de uma família de italianos que emigrou para os States, mudou o nome para Ronnie James Dio, numa alusão a um conhecido mafioso da altura chamado Johnny Dio, e começou a divertir-se com os amigos ao som de uns acordes musicais. Depois da primeira banda digna desse nome , “ ELF “ ter passado relativamente despercebida Dio juntou-se aos Rainbow do consagrado guitarrista Ritchie Blackmore começando aqui a solidificar-se a sua imagem de personagem irreverente, carismática, misteriosa e polémica.
Após esta passagem algo tempestuosa pelos Rainbow, surgiu um convite ….do outro mundo ! Os míticos Black Sabbath estavam a precisar de um novo vocalista ! As constantes extravagâncias e devaneios mentais de Ozzy Osbourne encurralaram os Sabbath e acabaram por esgotar a paciência de Tony Iommi que se viu obrigado a despachar o amigo para outras paragens. Quem estaria à altura de colmatar esta gigantesca baixa ?
Nem mais : Ronnie James Dio apareceu, injectou o seu veneno e relançou os Black Sabbath para uma nova e alucinante etapa ! O clássico “ Heaven And Hell “ ficará para a história como um dos temas que melhor traduz a electrizante passagem de Ronnie James Dio por esta fabulosa banda .
Pode dizer-se que esta separação foi um mal que veio por bem.
Livre de todas as barreiras que lhe apareceram pela frente, este “Deus do Metal” ( Dio em italiano = Deus ) , explodiu e criou um estilo inconfundível, suportado pela sua majestosa voz , e por todo um ambiente de misticismo versus realidade que fez na perfeição a interligação entre os conceitos : Deus/Diabo, Céu/ Inferno, Pecado/Virtude e Inocência/Maldade.
Nem sequer vou falar dos temas deste álbum que reúne apenas algumas das maldades / bondades que nos foram apresentadas ao longo de uma extensa e rica carreira : deixo-vos apenas com este tema que apesar dos seus longos 10 minutos nos permite assistir à sua transformação ( Anjo/Demônio ) e nos transmite , espectacularmente , a visão de um mundo em que cada um de nós terá sempre de fazer a escolha suprema entre o… BEM e o MAL ! Senhoras e senhores, apresento-vos : HEAVEN AND HELL !!!!!!!

J.Pestilence

TOP 10 -DREAM THEATER – METROPOLIS PT2 : SCENES FROM A MEMORY



DREAM THEATER – METROPOLIS PT2 : SCENES FROM A MEMORY
Bem sei que a ideia seria apresentar o top 10 por ordem cronológica, mas como este blogue já perdeu completamente o rumo e porque no dia 22 de Outubro, o Porto vai receber esta visita de peso, vou avançar desde já para o maior feito dos mestres do ProgMetal , Dream Theater : “ Metropolis, PT.2:Scenes From A Memory “.
Os álbuns anteriores já me tinham alertado para o facto de estarmos perante uma banda diferente, inovadora e que muito provavelmente deixaria uma marca profunda no mundo do Metal. No entanto, devo confessar que, na altura, não obstante as qualidades técnicas muito acima da média, considerava esta rapaziada oriunda dos States um pouco virada para o exibicionismo . Aqueles intermináveis temas em que, a partir de certa altura, cada um para o seu lado tentava demonstrar todos os seus recursos instrumentais, acabavam sempre por me provocar um longo bocejo. Pensava eu cá para os meus botões : pronto, okay, já sabemos que sois bons, escusam é de estragar as músicas, tornando-as monótonas e repetitivas só para nos mostrarem as vossas imensas habilidades técnicas. Basta um pouco de contenção e objectividade para atingirem a perfeição.
Parece bruxedo ! Não é que os gajos me ouviram ? Em “ Metropolis, Pt.2:Scenes From A Memory “ não existem tiradas supérfluas, tudo é feito com peso, conta e medida .
Trata-se de um álbum conceptual, arquitectado pelo baterista Mike Portnoy e que nos conta a história do jovem Nicholas que vive atormentado pelos fantasmas de uma vida passada, decidindo fazer uma série de regressões através da hipnose , para encontrar as respostas para os sonhos, visões e vozes que se vão apoderando da sua mente.
Nestas viagens ao passado, Nicholas descobre ter vivido uma vida anterior que acabou de forma trágica . Assustado com esta revelação, parte em busca de todos os vestígios e sinais que o possam levar até Victoria Page, figura central de um drama amoroso que culmina com o seu brutal assassinato no longínquo ano de 1928.
Como é óbvio, não vou relatar todos os pormenores da história, até porque isso tiraria todo o interesse para quem ainda não teve o prazer de assistir a este fantástico “filme “ !
Em “ Scenes From A Memory “ tudo foi pensado ao pormenor : os diálogos, os efeitos especiais, a genialidade dos virtuosos, Portnoy ( bateria ), Petrucci ( guitarras ), Myung ( baixo ), Rudess ( teclas ) e a carismática voz de James LaBrie transportam-nos para um ambiente de tal forma envolvente que, sem darmos por isso, somos arrastados para para o interior deste drama e quase podemos sentir o tormento e a angústia de Nicholas na sua desesperada luta pela verdade.
Não existem pontos fracos nesta obra-prima, de qualquer forma atrever-me-ia só a destacar os 2 temas que, no meu entender, nos dão uma panorâmica geral da magnificência desta obra.
“ Through Her Eyes “ : Nicholas sente que precisa de visitar o túmulo de Victoria, para enfrentar os seus pesadelos e , basicamente, encarar de frente a sua própria morte . A música é lindíssima e vale mesmo a pena assistir ao tema gravado ao vivo em Nova Iorque que aparece algures neste desorganizado blogue e no qual podemos assistir a um duelo memorável entre a guitarra de John Petrucci e a voz da convidada especial Theresa.
“ The Spirit Carries On” : agora tudo faz sentido ; depois de compreender e aceitar os factos que estiveram na origem de todo o seu sofrimento, Nicholas liberta-se e altera por completo toda a sua visão e perspectiva sobre a vida e a morte. Fazendo lembrar os Pink Floyd , esta é uma daquelas músicas que , depois de a ouvirmos, nunca mais a esqueceremos !
Não me vou alongar muito mais porque tenho ainda um longo caminho à minha frente para apresentar os 8 trabalhos que faltam para completar o meu já famoso, Top 10 ! Deixo apenas uma conselho de amigo aos mais cépticos : não posso garantir nada, mas penso que ninguém precisará de consultar um hipnoterapeuta se der uma espreitadela a este magnífico : “ Metropolis, Pt.2 : Scenes From A Memory “ !

JOE PESTILENCE

AC/DC: Antes de Cristo, Demónios Comandavam ( versão brasileira )
AC/DC : After Christ, Devil Comes ( versão anglo-saxónica )
AC/DC : Abaixa as Calças e Dá o Cú ( versão CDS-PP )
AC/DC : Anti Christ / Devil’s Children –Tradução : Anti-Cristo-Filhos do Demónio (versão da Igreja que considerava esta banda como apologista do Satanismo )
AC/DC : Antes de Cristo, Depois de Cristo ( versão popular )
AC/DC : Alternating Current/Direct Current ( equivalente a Corrente Alternada / Corrente Contínua ) que surgiu quando a irmã de Angus Young viu esta descrição no aspirador lá de casa e sugeriu que os irmãos adoptassem esta designação para a banda.
Depois de muita pesquisa e de algumas noites sem dormir, penso já ter encontrado a solução para este dilema .... mas , quem sou eu perante estas mentes brilhantes ! Eles que decidam !!!!

Mas pelos vistos não fui o único a ser afectado pelo sétimo álbum destes ( na época ) arrojados e magricelas australianos.
Segundo rezam as crónicas – umas mais credíveis que outras - estamos a falar de um disco que vendeu cerca de 40 milhões de cópias em todo o mundo e , fazendo a média entre todas as tabelas que estão publicadas, penso que não andarei muito longe da verdade se colocar “ Back In Black “ entre os 10 álbuns mais vendidos de sempre. Trata-se de um feito astronómico para uma banda que estava moribunda com a trágica morte do seu anterior carismático vocalista Bon Scott e que decidiu ressuscitar ao 156º. dia com esta estrondosa homenagem, totalmente vestida de preto. Basta ouvir a mensagem do “ grito “ dos sinos em Hells Bells para sentirmos um forte arrepio na espinha !!! Mas, calma aí …se o arrepio for geral e não estiver só localizado na coluna vertebral, será melhor consultar um médico porque, poderá muito bem ser…. gripe! Peço desculpa, não brinquemos com coisas sérias : BACK IN BLACK – o renascer das cinzas de uma das maiores bandas de sempre de Hard Rock / Heavy Metal que veio da terra dos cangurus (?)para nos alegrar/atormentar a vida, e que dá pelo nome de AC/DC !
Por incrível que pareça até o mistério do nome da banda se mantem até aos nossos dias ! Vou deixar aqui algumas das sugestões avançadas pelos estudiosos deste fenómeno. Não pensem que se trata de uma tarefa fácil ! No meu entender só existem 3 pessoas no mundo com capacidade intelectual para descobrir o enigma : Nuno Rogeiro , Marcelo Rebelo de Sousa ou Nuno Santos. Pronto…. poderei acrescentar mais uma : Pedro Santana Lopes.



AC/DC- BACK IN BLACK
Este álbum aparece em primeiro lugar nesta amostragem não só por ser o mais antigo , mas por ter um significado especial para mim. Foi aqui que tudo começou . Foi aqui que fiquei infectado pelo vírus maléfico do Metal. A potência do som, a rebeldia de Angus Young, as guitarras distorcidas e a voz bizarra de Brian Johnson deixaram-me completamente à mercê das tempestades e bonanças deste estilo musical, várias vezes “ amaldiçoado” por Deus mas, sem dúvida, bonito por natureza ! Mas que beleza !...
Os meus imaculados ouvidinhos e olhinhos nunca tinham experimentado semelhante turbulência sonora e visual.


Mais uma aparição do grande JOE PESTILENCE....

É isso pessoal, tal como prometido cá estou eu a apresentar o famoso Joe Pestilence , na sua espinhosa missão de vos transmitir os seus conhecimentos e opiniões sobre este mundo cruel do…. Heavy Metal. Nesta fase, o grande Pestilence, irá apresentar o seu Top 10 dos álbuns que, deixaram uma marca marcante no universo metálico-musical ao longo dos tempos .
Não sei se repararam na preciosidade da minha escrita ( marca-marcante e metálico-musical ) , se conseguir manter esta excelência literária, só ao alcance dos predestinados , ainda vou acabar por ganhar o Prémio Nobel da Literatura ! Avancemos então para esta listagem, ordenada por ordem cronológica. Fod…-se ! Parece que já estou a entrar nos eixos …….