TOP 10 – HEAVY METAL (2025)

Os meus leitores não facilitam. Mal o calendário virou a página começaram a chover mensagens a perguntar pela famosa lista dos 10 temas que  me fizeram levantar a sobrancelha em 2025.

Como tenho um carinho especial por esta comunidade que nunca falha, fiz um esforço quase heróico para reunir as 10 maravilhas que marcaram o meu ano.

E fica o lembrete habitual para os recém-chegados:  não existe hierarquia neste Top 10 e nem todos os temas nasceram em 2025. São apenas músicas que se cruzaram comigo ao longo do ano e deixaram a sua marca.

HumanKind - No Man´s Sky    

Sonoridade moderna entre o metal alternativo e o metalcore atmosférico. Os HumanKind apostam em refrões reflexivos e ambientes épicos.


DEMON HUNTER -  I´m Done

Veteranos do metal americano, pesado e emocional. Energia nua e  crua, mas com maturidade. Os Demon Hunter no seu habitat natural.

RED ELEVEN – Distante Waves

Metal alternativo que nos chega da Finlândia. Um tema que vive de emoção e variações sonoras brutais. Ideal para ouvir de olhos fechados.

JERIS JOHNSON – Ode To Metal

Mistura ousada de metal, rap e atitude punk. Uma homenagem exagerada, irónica  e provocadora ao metal. As opiniões dividem-se, mas por mim está tudo bem!


ANY GIVEN SIN - Another Life

Os Any Given Sin movem-se no território do hard rock com influência alternativa. Another Life fala de segundas oportunidades e de tudo o que ficou por viver.


BAD OMENS – Dying To Love

Metalcore intenso, equilibrando peso e melodia. A voz de Noah Sebastian oscila entre fragilidade e explosão, transmitindo de forma magistral a problemática das relações tóxicas.


PARKWAY DRIVE – The Greatest Fear 

Orgulho australiano do metal, os Parkway Drive já não precisam de provar nada. A verdade é que  continuam a subir a fasquia.


DARK TRANQUILLITY – Wayward Eyes

Os Dark Tranquillity do carismático Mikael Stanne lideram a famosa cena do chamado Death Metal de Gotemburgo.  Aqui está um belo exemplar que explica o porquê dessa distinção.

ANY GIVEN DAY - Wind Of Change (Scorpions Cover)

Cover metalcore de um clássico intocável dos Scorpions. Respeita a essência original, mas acrescenta peso e modernidade. Arriscado mas eficaz.

RIVERS OF NIHIL  – Water & Time

Os Rivers Of Nihil misturam death metal com atmosferas melódicas. Sofisticado e  profundo. Um tema que se sente mais do que se ouve. Agora parece que compliquei um bocadinho.


Feito! Peço desculpa pelo atraso, mas a minha vida é super agitada. Por exemplo, agora tenho de ir dar banho ao cão e talvez tomar banho na mesma água! Vida de blogger não é fácil!




Contador de visitas
VISUALIZAÇÕES

Presidenciais 2026: Santos, Pecadores, Atores e SALVADORES DA PÁTRIA

Estava a tentar acabar o meu Top-10 das músicas que me cativaram em 2025, mas as eleições são mais importantes. Trata-se do futuro do nosso glorioso  país.

Falei com alguns dos milhares de analistas destas cenas da política e decidi fazer um pequeno retrato dos candidatos mais importantes.

MARQUES MENDES – Um santo! Foi um comentador isento(?) e advogado que, curiosamente, manteve ligações a empresas com interesses no setor público. Um exemplo de pureza.

JOÃO COTRIM FIGUEIREDO – CATARINA MARTINS  Eis o retrato do que é ser português: muito ego e pouca substância. Sinceramente, gostava de saber o que lhes vai na cabeça para terem a lata de se candidatarem ao mais alto cargo da nação. Fizeram algo de verdadeiramente relevante pelo país ou é só vontade de ver o nome nos boletins de voto?

ANDRÉ VENTURA – Um ator inteligente. Muito espalhafato, que cativa o povinho mais ignorante e os jovens que não evoluíram e acreditam em tudo o que aparece nas redes sociais. Um fenómeno de palco, mais do que de Estado.

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO – Pelos vistos, é o candidato em alta por não aquecer nem arrefecer. Ou seja, não ataca nem sai de cima. Muito pouco para um cargo desta magnitude.

HENRIQUE GOUVEIA E MELO – Perdeu todos os debates porque não é político. Não tem o dom da palavra, mas tem algo mais raro: resultados. Salvou o país. Infelizmente, o povo tem memória curta e já não se lembra de como Portugal estava em fevereiro de 2021: o país do mundo com mais mortes por Covid-19. O senhor que “perde os debates” pôs tudo a funcionar e, passados poucos meses, ficou tudo resolvido. Por isso, só resta dizer: obrigado.

       MANUEL JOÃO VIEIRA – Este talvez seja o candidato mais certo para assumir o cargo.

O MEU MAX FEZ TRÊS MÚSICAS FABULOSAS!

Ainda na sequência da publicação sobre a minha épica batalha contra os novos músicos digitais (VER)  decidi fazer aquilo que qualquer pessoa sensata faria: juntar-me ao inimigo.

Decidi entrar nesse mundo só para demonstrar o  ridículo da situação.

Deixo-vos aqui três temas, todos criados pelo meu Max em cinco minutos. Isto  prova que, hoje em dia, até um cão minimamente treinado, pode tornar-se numa celebridade.

E os verdadeiros músicos? Esses, coitados… estão condenados!

 

Aqui ficam três obras de arte, cada uma com a sua identidade.


DAVID COVERDALE: A VOZ QUE CRIOU ESTE BLOG

 

Na passada semana, quando David Coverdale anunciou a sua retirada do mundo da música, senti como se alguém tivesse fechado a porta de um bar onde os metaleiros se juntavam para partilhar histórias, guitarradas e memórias. Porque, sem Coverdale, talvez este grandioso blog nunca tivesse visto a luz do dia. Afinal, foi aquela fabulosa voz que me empurrou para o fascinante universo metaleiro onde vivo até hoje.

Lembro-me perfeitamente das duas vezes que vi os Whitesnake ao vivo: 1990 em Cascais e 2006 no Coliseu dos Recreios. Foram experiências transformadoras, quase espirituais… embora, verdade seja dita, eu fosse praticamente uma criança. Acho que na primeira vez fui ao colo do meu tio Anselmo. Suspeito que foi nesse preciso momento que  assumi a minha condição de metaleiro crónico. 

E agora, com a sua despedida, fica a sensação estranha de que se encerra um capítulo da minha própria história musical. Coverdale é, e sempre será, uma daquelas figuras que não têm comparação no reino do Metal. Bem… talvez Ronnie James Dio, Geoff Tate, Tony Martin e Tobias Sammet consigam sentar-se à mesma mesa. No fundo, acabam por ser os cinco violinos do Metal.

David Coverdale… obrigado por tudo!

METAL vs. POP/ROCK/SOUL/BLUES

 

Estou metido numa embrulhada de todos os tamanhos. As recentes publicações sobre Keith Wallen e Jonathan Roy  fugiram um pouco do habitual ambiente  mais virado para o Metal.  Este desvio  provocou  algumas ondas de choque entre os seguidores deste nosso refúgio musical.

Pelos cáusticos  e-mails  que tenho recebido,  neste momento existe uma espécie de motim, Metal vs. Pop/Rock. 

Meus amigos, vamos respirar fundo e fazer as pazes. Não precisamos de batalhas porque a música serve para unir, não para separar!

Vou ser curto e grosso: este blog está aberto a toda música que me transmite algo de especial.

Tem dias que estou mais virado para os  poderosos  riffs   das guitarras do Metal e tem dias que prefiro as batidas mais suaves  e cativantes do Pop/Rock/Soul/Blues. Todos os estilos têm o seu valor.

Deixo-vos com 2 fantásticos  exemplos da  versatilidade deste maravilhoso blog.

Paz, amor e boas vibrações musicais para todos!

GHOST HOUNDS – You’ll Never Find Me 

Os Ghost Hounds surpreenderam-me  pelo estilo  arrebatador que mistura country rock com fortes influências de blues.

Uma combinação que nos transmite uma forte carga emocional com a voz de SAVNT  a captar todas as atenções.


RED ELEVEN - Distant Waves  

 Os especialistas dizem que os Red Eleven são uma banda de  Metal Alternativo.  Eu diria que o espectro musical da banda vai muito mais longe, começando no metal  gutural (Death Metal), passando por ritmos progressivos (ProgMetal)  acabando com algumas pitadas de rock melódico.  O tema Distante Waves  é uma viagem alucinante por todos esses mundos.


NASCEU MAIS UM “GÉNIO” DA MÚSICA: CHAMA-SE ALGORITMO!

Por vezes, antes de vir aqui, gosto de publicar nas redes sociais, só para sentir o pulso da população. Como o tema é pertinente, estava à espera de milhares de “gostos”. Foda-se… não consegui. Fiz questão de felicitar pessoalmente as magníficas seis pessoas que colocaram o tão desejado “like”.

Lógico: se houvesse fotos do cão de estimação, convívios gastronómicos, ginásios, frases filosóficas de motivação e amores fracassados… seria a loucura total!

Mas aqui estou à vontade. Este é outro campeonato. Vocês aguentam um texto com mais de duas frases.

E pronto… aí vai ele, o tema!

Vivemos na era da Inteligência Artificial. Ela ajuda a prever doenças, explorar o espaço, elevar o nível das publicações nas redes sociais e escrever em blogues como este. Atenção: mal ou bem, eu já escrevo neste blogue desde o século XVI… a IA ainda estava no cu da galinha e o Camões ainda andava de fraldas.

Agora a sério, isto da IA é muito bonito, mas há sempre o lado sombrio. Os abutres estão sempre à espreita para tirar proveito das falhas do sistema. Tudo bem, até me podem burlar nas compras online ou roubar os dados bancários, mas, por favor… deixem a música em paz!

Falando a sério, Brian May já alertou para esta fraude artística e ética. Nick Cave afirmou que a música vem da experiência humana e não pode ser substituída pela IA. Hoje em dia, qualquer pacóvio que nunca pegou numa guitarra, ou que desafina até a cantar os parabéns, consegue "compor" uma música com meia dúzia de cliques.

Estes “génios da batota” já lançaram músicas como se fossem os Metallica, Nirvana e por aí fora. Todos os estilos musicais estão contaminados pelos algoritmos.

É um insulto aos verdadeiros músicos, aos criadores que passam noites em claro a escrever letras, a experimentar acordes, a falhar e a voltar a tentar para nos darem verdadeiras obras de arte. O talento não é copiável e a criatividade não se automatiza. Não pode valer tudo!!!

As músicas destes vigaristas digitais nunca entrarão nas minhas playlists. Vou sempre querer saber quem é o guitarrista que fez aquele solo memorável e o vocalista com aquela voz que me arrepia. Quero sentir que, do outro lado, existe alguém de carne e osso, com emoções, com imperfeições e, acima de tudo, com alma. A Inteligência Artificial deve ser utilizada para salvar vidas, e não para falsificar arte.

TEMA INÉDITO  DOS METALLICA FEITO POR UM CHICO-ESPERTO

S.L. BENFICA: O ÓDIO DE ESTIMAÇÃO DO FUTEBOL PORTUGUÊS!


 Na minha qualidade de benfiquista moderado, tenho de reconhecer que o Glorioso acabou por se tornar no Flamengo de Portugal! Milhões de adeptos, orçamentos gigantescos e, de vez em quando, lá consegue levantar um caneco. Muita parra e pouca uva!

Estava preparado para felicitar os meus amigos sportinguistas pelo bicampeonato e pela dobradinha. No entanto, este terramoto no final da temporada levanta algumas dúvidas sobre esta súbita ascensão leonina. Pensando bem, os erros de arbitragem acontecem e fazem parte do futebol. A verdade é que alguns erros são tão absurdos que deixam algumas dúvidas no ar.

Será que o magistral gestor Dr. Frederico Varandas, afinal, anda a utilizar as mesmas táticas que fizeram maravilhas no antigo reino do Dragão?

Sinceramente, não acredito nestas teorias da conspiração. No entanto, as atitudes de alguns futebolistas leoninos demonstram que, no capítulo do ódio, até conseguem ultrapassar o que se passava com o outro rival.

Agredirem barbaramente um adversário e ainda terem a coragem de se vangloriarem do feito nas redes sociais é demasiado baixo para um clube com a tradição do Sporting.

Só encontro uma explicação para este fenómeno: esse ódio sempre existiu, mas estava encoberto. Só veio à superfície com a euforia destes recentes êxitos. Foi a libertação total de anos e anos de traumas! A verdade é que o Benfica até pode andar meio adormecido, mas continua a ser uma MARCA poderosa, com um grandioso palmarés que o Sporting jamais conseguirá alcançar. Todos sabemos que isso é muito difícil de engolir!

TONY MARTIN – A VOZ QUE SALVOU OS BLACK SABBATH

 

Hoje, Tony Martin celebra 68 anos, e não podia deixar passar esta data sem recordar o seu marcante contributo para a história do heavy metal, especialmente durante a sua passagem pela lendária banda Black Sabbath.

Embora Ozzy Osbourne seja, indiscutivelmente, o rosto fundador da banda e venerado como uma divindade, Tony Martin foi, para mim, o melhor vocalista que alguma vez pisou o palco com os Sabbath.Tudo bem, Ronnie James Dio também fez maravilhas!

Com uma voz poderosa, versátil e carregada de emoção, Tony Martin deu uma nova alma ao som dos Black Sabbath. Álbuns como Headless Cross, Tyr e Cross Purposes são autênticas provas da sua genialidade vocal.

Parabéns, Tony! Apesar de nem sempre teres recebido o merecido reconhecimento, a tua voz ecoará para sempre nas sombras do Heavy Metal!




R.I.P. DAVID LYNCH - MULHOLLAND DRIVE – DUAS FACES DA MESMA LOUCURA! (Publicação de 2013)



David Lynch é um realizador com os pés bem assentes no chão, mas com a cabeça sempre a viajar por galáxias distantes. Não será por acaso que deixa um rasto de destruição sempre que lança cá para fora mais uma das suas grandiosas excentricidades.

Será que o pessoal já se esqueceu da série Twin Peaks, que pôs meio mundo com os neurónios colados ao teto a tentar descobrir o assassino de Laura Palmer? E, se calhar, tudo isso para nada, porque a rapariga ainda deve andar por aí. Tal como o Elvis e o Jim Morrison. Já agora, o Kurt Cobain, o Jimi Hendrix e o Michael Jackson. Andam todos por aí, cantando e rindo às nossas custas. Peço desculpa, mas ainda estou meio influenciado pelo filme que acabei de rever e já nem digo coisa com coisa.

Meus amigos, Mulholland Drive ultrapassou todos os limites. David Lynch é cruel e vai gozando, descaradamente, com a nossa cara. A história é super enigmática e, para quem ainda não teve a coragem de a abordar, deixo aqui um ligeiro cheirinho para aguçar o apetite dos meus camaradas “psico-masoquistas” que, tal como eu, adoram torturar os seus indefesos cérebros.

Tudo começa quando Betty chega a Los Angeles com o sonho de se tornar numa grande atriz e conhece acidentalmente Camilla, que está meia esgazeada devido a um aparatoso acidente numa curva em Mulholland Drive.

Mas assim seria fácil demais. Vou reformular o parágrafo anterior. Aqui vai um flashback:

Tudo começa quando a canadiana Diane chega a Los Angeles com o sonho de se tornar numa atriz famosa e conhece por acaso Rita, que está num estado lastimável após ter sofrido um grave acidente em Mulholland Drive. Afinal, quem é que chega a Los Angeles? Betty ou Diane?

Deu para entender a complexidade da coisa? Mas isto são “peanuts” se compararmos com a imensidão de perplexidades que nos vão surgindo pela frente. O momento zero de todas estas anormalidades surge no fatídico instante em que Diane adormece. Temos de estar emocionalmente bem preparados para não darmos trabalho aos nossos familiares. Acreditem, isto é só um aviso! O ambiente descarrila a sério e torna-se assustadoramente sombrio, culminando numa série de incongruências, delinquências e extravagâncias que nos deixam completamente apáticos e sem a mínima capacidade de reação.

Todos sabemos que a arte e a loucura andam muitas vezes de mãos dadas, mas, quando chegamos ao misterioso Clube Silêncio, ficamos com a estranha sensação de que David Lynch só podia andar a fumar alguma erva rara que o pôs completamente desvairado. O mais grave é ele pensar que a melhor forma de transmitir o seu desnorte é fazer o espetador partilhar as suas alucinações.

Rebekah Del Rio, com aquela sobrenatural interpretação do tema Crying, de Roy Orbison, deixa qualquer um em estado de choque. Betty e Rita não resistiram e foram-se abaixo de forma arrepiante. Verdade seja dita, nem a Ágata, nos seus melhores dias, conseguiria uma performance tão poderosa.


Enfim, talvez seja melhor ficar por aqui. Quem pensa que pode acabar de ver o filme e sair tranquilamente para tomar um cafezinho pode tirar o cavalinho da chuva. Mulholland Drive é uma assombração que vos irá perseguir durante uns tempos. O universo “Lynchiano” está infestado de perigosas armadilhas e não pode ser enfrentado de peito aberto. Eu armei-me em esperto e acabei por pagar bem caro a ousadia.

Andei uma temporada a viver numa espécie de campo metafísico, situado algures entre a realidade e o sonho. O medo tomou conta de mim. O simples gesto de ligar a televisão era suficiente para apanhar cada cagaço que nem é bom pensar. No início, aparecia-me a Teresa Guilherme aos berros e, outras vezes, a Júlia Pinheiro a relinchar. Depois era aquela aberração chamada Manuel Luís Goucha com umas vestimentas super reluzentes e a sua amiga a guinchar. Um verdadeiro pesadelo.



   
<



TODOS OS CAMINHOS VÃO DAR A… JONATHAN ROY

Não há dúvidas de que este blog anda quase sempre pelos caminhos complexos e tempestuosos do metal. Volta e meia, faço um desvio para trajetos menos sombrios, em busca de algo que me desperte a atenção.

Num desses percursos — acho que foi nos trilhos de Arouca —, encontrei o genial Jonathan Roy. Trata-se de um canadiano que viaja pelo rock, pop e soul, misturando tudo isso de forma magistral.

O que mais me impressionou foi aquela poderosa voz que, facilmente, passa de tons suaves para níveis estratosféricos. Acima de tudo, há ali muito soul!

O tema "Keeping Me Alive" demonstra, na perfeição, toda essa versatilidade vocal.

Jonathan Roy é a prova irrefutável de que a boa música não tem fronteiras estilísticas e pode ser encontrada em qualquer esquina.

Basta entrarmos nos passadiços certos!

           

EMAIL      skulder4@gmail.com

COMENTÁRIOS-BEIJOS-ABRAÇOS-AMEAÇAS DE MORTE-FACADAS NAS COSTAS

ESTEJAM À VONTADE


MICK MOSS – DESAFIANDO AS LEIS DA VIRTUOSIDADE



Aconteceu algo de sobrenatural... 
Mick Moss apareceu-me no caminho! 

Após uma análise detalhada da sua extensa obra, fiquei com a sensação de que está no mesmo segmento do genial Daniel Gildenlow (Pain Of Salvation).

 Ou seja, duas almas excêntricas que passam ao lado dos parâmetros convencionais e, acima de tudo, apostam nas suas ideias sem qualquer preocupação em agradar às massas.

O tema "The Third Arm" da banda Antimatter  é qualquer coisa do outro mundo.

A letra explora a sensação de estar aprisionado por traumas do passado e a busca desesperada pela libertação desses demónios.

 A poderosa voz de Mick Moss dá vida a toda essa angústia, fazendo com que cada palavra seja sentida de forma intensa e emocionante.

A lição é clara: mesmo nos momentos mais sombrios, temos sempre a oportunidade de escolher o caminho da redenção.

A combinação da letra poderosa com a interpretação emocional de Moss, faz de "The Third Arm" uma reflexão nua e crua sobre a luta interna para reparar as cicatrizes do passado.












COURTNEY LAPLANTE - ANJO OU DEMÓNIO?


 Não há duvidas que a apresentação das duas edições do  TOP – 10 BEST FEMALE METAL SINGERS foi um dos pontos altos deste blog.

O nosso amigo Camões sempre disse que o mundo era composto de mudança.

Nada mais certo! Ele já sabia que, com o passar do tempo, iriam surgir estrondosas novidades neste universo paradisíaco das Female Fronted Bands.

Confesso que quando ouvi pela primeira vez a voz de  Courtney LaPlant senti um misto de emoções. Inicialmente entrei numa espécie de paz celestial, depois senti um forte arrepio na espinha.                      

Arriscaria afirmar que estamos perante uma fusão entre o grunhir de um javali e o chilrear de um rouxinol. Não me apetece estar aqui com elaboradas análises, posso apenas alertar a malta para não se deixar levar pelas aparências.

Ouçam, esqueçam se for caso disso, mas…  sejam felizes!




QUEM É KEITH WALLEN?

Se perguntarmos a qualquer pessoa quem é o guitarrista dos Alter Bridge, a resposta é imediata: Mark Tremonti. E se estivermos a falar dos Metallica? Está na ponta da língua: Kirk Hammett. Alguém sabe quem é o guitarrista dos Breaking Benjamin? Ah… pois é!

A carreira de analista/comentador  musical não é para qualquer um. São anos e anos de teses, fórmulas matemáticas e dissertações até atingirmos  o estado máximo da suprema sabedoria. O verdadeiro… nirvana!  

Dito isto, vou dedicar meia dúzia de palavras a um perfeito desconhecido no maravilhoso mundo do post-grunge internacional.

Keith Wallen, talvez para aliviar um pouco a pressão da sua guitarra com os Breaking Benjamin, decidiu espairecer para um rock alternativo mais sereno e libertador.

Este tema é dedicado a todos os que me acusam de estar sempre a bater na mesma tecla.

Têm toda a razão, tenho de reconhecer que há mais vida para além do Hard & Heavy. 

Keith Wallen veio mesmo serenar os ânimos por estes lados.



KATATONIA - FESTIVAL LAURUS NOBILIS 2023

A minha vida parece um comboio de emoções pronto a descarrilar a qualquer momento. Como sabem, além de analista musical, acumulo uma imensidão de outras tarefas com enorme relevância para o bem-estar da humanidade. Por exemplo, na qualidade de ativista ambiental, tenho andado por esse mundo fora a esvaziar latas de tinta nas fuças dos negacionistas das alterações climáticas. Por esse motivo, interrompi a honrosa missão de revelar aos meus seguidores as  bandas que me têm acompanhado nos últimos tempos. Com alguns meses de atraso, vou aproveitar este momento de alguma calmaria para dedicar umas  palavrinhas à passagem dos geniais Katatonia pelo festival  Laurus Nobilis. Infelizmente, talvez devido à dimensão atarracada do recinto, fiquei com a sensação de que Jonas Renkse & companhia  não deram o máximo. Limitaram-se a despejar, sem grande chama, os seus temas mais conhecidos. Aquele precipitado final, mostrou que os Katatonia estavam a sofrer uma crise aguda de ansiedade. Queriam abalar rapidamente para palcos mais condizentes com o seu estatuto no reino do Doom Metal mundial. Nada a fazer, o público até pode ter entrado na dança, mas eu regressei a casa com um sabor amargo na boca. 

PAIN OF SALVATION - SISTERS

 

Admito  que sempre tive uma relação de amor/ódio com os Pain Of Salvation.

A mente fervilhante/excêntrica do genial Daniel Gildenlow produz temas de tal forma intrincados que desafiam a própria inteligência humana. Confesso que não consigo encaixar grande parte da obra destes pesos pesados do Metal Progressivo. Atenção, até posso ficar com o cérebro em frangalhos, mas quando encaixo… encaixo a sério! Vou só mencionar o tema  Iter Impius que estará para sempre  guardado na minha sagrada galeria musical.

Por incrível que pareça, com 4015 dias de atraso, este ano  cruzei-me com mais uma  preciosidade. Para um especialista da minha craveira, isto é um deslize imperdoável!

Em Sisters, a sublime voz de Daniel Gildenlow  leva-nos a abandonar o mundo  terreno para entrarmos  numa espécie de dimensão extra-sensorial.

 Tudo bem, se calhar não chega a tanto… mas anda lá muito perto!

SOEN – VIOLENCE

 

Podia estar aqui o dia todo a falar sobre os Soen, mas tenho uma consulta inadiável no otorrinolaringologista.

Pensando melhor, acho que até já falei demais sobre esta banda neste grandioso Blog/Blogue.

Perfeitamente normal, já que se trata de uma banda que está no meu Top 10 de todos os tempos.

Poderei apenas salientar que aquela noite no Hard Club foi emocionante.

Dizem que um homem nunca chora, mas tenho de confessar que a dada altura senti um arrepio na espinha e uma lágrima no canto do olho. 

Tudo isto porque assistiu-se a uma celebração mística, que se manifestou  por uma espécie de hipnose coletiva.

 Não tenho mais palavras para descrever este sublime fenómeno.




STRATOVARIUS – BEFORE THE WINTER (EM FALTA NO MILAGRE METALEIRO 2023)

 


Como é fácil de entender, nesta reportagem tenho de relatar a minha passagem pelos diversos festivais/concertos que tive a honra de presenciar durante este ano.O festival Milagre Metaleiro fez parte dessa viagem e dediquei especial atenção a duas bandas: Stratovarius e Dark Tranquillity. Como a  parte dos Dark Tranquillity já foi dissecada, agora vou dedicar umas palavrinhas aos Stratovarius.

A área do Power Metal nunca me interessou por aí além. A batida é sempre a mesma e os refrões são repetidos até à exaustão. Os finlandeses Stratovarius volta e meia fogem desse registo para fabricarem verdadeiras obras de arte.

 Assim de repente estou a lembrar-me de três: Before The Winter, Coming Home e o clássico Kiss Of Judas. 

Para mal dos meus pecados, na  set-list optaram pela  zona de conforto porque sabem que é garantia de sucesso entre a multidão.

Fiquei destroçado e entrei na cervejola para afogar as mágoas. Acabei estendido numa ambulância do INEM em coma alcoólico. Para compensar a desilusão, aqui fica um dos temas obrigatórios … Before The Winter.




ANNISOKAY – HUMAN (PLAYLIST – 2023)


 Os  alemães Annisokay  apesar de estarem inseridos no departamento  Post-Hardcore, têm um talento especial para inserir os riffs poderosos do Metalcore, proporcionando ambientes   envolventes  e explosivos.

Este tema aborda uma problemática atual que a todos  diz respeito.

Apesar dos alertas, a humanidade continua a maltratar o nosso planeta em nome dos avultados lucros financeiros.

Se esta trajetória não for interrompida, estaremos inevitavelmente condenados à devastação total.

Sem dúvida uma banda a acompanhar com atenção.




DARK TRANQUILLITY – FORWARD MOMENTUM (Milagre Metaleiro Open Air 2023)


 

Foram os Dark Tranquillity que me fizeram meter os pés a caminho até  à sagrada aldeia de Pindelo do Milagres.

Mal soou a primeira nota deu logo para adivinhar que naquela noite iria mesmo acontecer algo de sobrenatural.

As guitarras soltavam riffs tão arrepiantes que os anjos do rock acenavam lá do alto em sinal de aprovação. A voz poderosa de Mikael Stanne assemelhava-se a trovões sobre a multidão. Era como se toda a energia do universo tivesse convergido para aquele palco. Um verdadeiro espetáculo transcendente! Não é por acaso que este festival tem o nome de ”Milagre Metaleiro Open Air”.

Pronto, chega de paleio barato!  Fiquem com “ Forward Momentum”,   um dos pontos altos da atuação destes monstros sagrados do chamado “Death Metal Melódico de Gotemburgo”.

INSOMNIUM – WHILE WE SLEEP

 

O Metal é um universo gigantesco e complexo que engloba uma imensidão de géneros e subgéneros.

Devo dizer que nunca fui muito à bola com a vertente Death Metal. No entanto, aos poucos fui ganhando confiança para arriscar.Em boa hora o fiz, porque arrisquei e acabei por… petiscar! Durante essa caminhada fui de imediato seduzido por três ou quatro bandas que se destacam no meio daquele emaranhado de velocidade, caos e agressividade.

Os Insomnium são especiais porque conseguem acrescentar um cariz melódico e atmosférico a toda aquela carga depressiva, criando sensações relaxantes e contemplativas. Eu sei que estas últimas palavras provocaram alguns sorrisinhos de escárnio.  Até parece que estou a falar de uma sessão de Yoga ou Reiki! Nada a fazer, deixo-vos com o tema “ While We Sleep” e tirem as vossas próprias conclusões.

P.S. – Já avisei montes de vezes que os temas apresentados não têm de ser obrigatoriamente do ano em análise. Este por acaso é de 2014 e apeteceu-me revisitá-lo. Posso?




DEMON HUNTER – SILENCE THE WORLD


 Penso que é a primeira vez que os Demon Hunter aparecem por aqui. Nunca é tarde! Estamos a falar de uma banda bipolar que vai de um extremo a outro. Trocando por miúdos: misturam na perfeição os elementos pesados do metal com uma abordagem mais suave  e melódica. Talvez algo do tipo: Metallica meets  Coldplay. Grande comparação! Peço desculpa…  assim de repente foi o que me veio à cabeça.

Para ser sincero, apesar de apreciar os dois cenários, a balança pende levemente  para a faceta mais calma e reflexiva.

O tema “Silence The World” é um sinfonia de poder e resiliência. Os acordes pausados mas energéticos e as letras incisivas levam-nos para uma viagem de coragem e determinação para enfrentar as adversidades que o mundo nos impõe.

A colaboração da inconfundível voz de Tom Englund (Evergrey) transporta tudo isto para patamares nunca dantes navegados.

Lindo…


To be continued...


BAD OMENS -THE DEATH OF PEACE OF MIND (PLAYLIST – 2023)

 


Como estamos na reta final de 2023, chegou o momento ansiado por todos os meus  seguidores nos quatro cantos do mundo e arredores.

Estou a falar da habitual listagem dos temas que me deixaram de rastos durante os 12 meses do ano. Trata-se de um empreendimento de enorme exigência, que só é possível graças à minha enorme capacidade de absorver  as pérolas que andam à solta neste maravilhoso mundo da música.

Aviso desde já que esta aventura vai ser  intensa e imprópria para cardíacos. Quem não tiver arcaboiço para aguentar a turbulência talvez seja melhor abandonar o barco.

BAD OMENS -THE DEATH OF PEACE OF MIND  (PLAYLIST – 2023)

Vou começar esta aventura pelos norte-americanos Bad Omens com um tema que aborda as turbulências que podem surgir numa relação amorosa. Noah Sebastian vai alternando a voz melódica com a agressividade das partes guturais, criando o ambiente perfeito para  transmitir que o amor nos pode desviar para caminhos caóticos e imprevisíveis. Estas coisas do coração são tramadas. Aconselho a todos  alguma prudência quando forem atacados pela seta do Cupido. Todo o cuidado é pouco!

To be continued...