O mundo da música
perdeu mais uma das suas vozes mais icónicas. Brad Arnold, fundador e
vocalista da banda 3 Doors Down, faleceu aos 47 anos após uma corajosa
luta contra um cancro.
Os 3 Doors Down
nunca foram apenas mais uma banda na minha playlist. Temas como “Pages”,
“Away From The Sun” e “Heaven” ficarão para sempre gravados na
minha memória.
Obrigado por todas
as músicas que nos encantaram e por todas as lembranças que ficarão connosco para
sempre.
Em jeito de
homenagem, deixo-vos com uma publicação de 2013, onde os 3 Doors Down
ocupavam um lugar de destaque na época dourada do Post-Grunge mundial.
Os
meus leitores não facilitam. Mal o calendário virou a página começaram a chover
mensagens a perguntar pela famosa lista dos 10 temas que me fizeram
levantar a sobrancelha em 2025.
Como
tenho um carinho especial por esta comunidade que nunca falha, fiz um esforço
quase heróico para reunir as 10 maravilhas
que marcaram o meu ano.
E
fica o lembrete habitual para os recém-chegados: não existe hierarquia neste Top 10 e nem todos
os temas nasceram em 2025. São apenas músicas que se cruzaram comigo ao longo
do ano e deixaram a sua marca.
HumanKind - No Man´s Sky
Sonoridade moderna entre o metal alternativo e o metalcore
atmosférico. Os HumanKind apostam em refrões reflexivos e ambientes épicos.
DEMON HUNTER - I´m
Done
Veteranos do metal americano, pesado e emocional. Energia
nua e crua, mas com maturidade. Os Demon
Hunter no seu habitat natural.
RED ELEVEN – Distante Waves
Metal
alternativo que nos chega da Finlândia. Um tema que vive de emoção e variações
sonoras brutais. Ideal para ouvir de olhos fechados.
JERIS JOHNSON – Ode To Metal
Mistura ousada de metal, rap e atitude punk. Uma
homenagem exagerada, irónica e provocadora
ao metal. As opiniões dividem-se, mas por mim está tudo bem!
ANY GIVEN SIN - Another Life
Os Any Given Sin movem-se no território do hard rock com
influência alternativa. Another Life fala
de segundas oportunidades e de tudo o que ficou por viver.
BAD OMENS – Dying To Love
Metalcore intenso, equilibrando peso e melodia. A voz de
Noah Sebastian oscila entre fragilidade e explosão, transmitindo de forma
magistral a problemática das relações tóxicas.
PARKWAY DRIVE – The Greatest Fear
Orgulho australiano do metal, os Parkway Drive já não
precisam de provar nada. A verdade é que continuam a subir a fasquia.
DARK TRANQUILLITY – Wayward Eyes
Os Dark Tranquillity do carismático Mikael Stanne lideram a famosa cena do chamado Death
Metal de Gotemburgo. Aqui está um belo
exemplar que explica o porquê dessa distinção.
ANY GIVEN DAY - Wind Of Change (Scorpions Cover)
Cover metalcore de um clássico intocável dos Scorpions.
Respeita a essência original, mas acrescenta peso e modernidade. Arriscado mas eficaz.
RIVERS OF NIHIL –
Water & Time
Os Rivers Of Nihil misturam
death metal com atmosferas melódicas. Sofisticado e profundo. Um tema que se sente mais do que se
ouve. Agora parece que compliquei um bocadinho.
Feito! Peço desculpa pelo atraso, mas a minha vida é super agitada. Por exemplo, agora tenho de ir dar banho ao cão e talvez tomar banho na mesma água! Vida de blogger não é fácil!
Estava a tentar
acabar o meu Top-10 das músicas que me cativaram em 2025, mas as eleições são
mais importantes. Trata-se do futuro do nosso glorioso país.
Falei com
alguns dos milhares de analistas destas cenas da política e decidi fazer um
pequeno retrato dos candidatos mais importantes.
MARQUES
MENDES – Um santo!
Foi um comentador isento(?) e advogado que, curiosamente, manteve ligações a
empresas com interesses no setor público. Um exemplo de pureza.
JOÃO COTRIM
FIGUEIREDO – CATARINA MARTINS Eis o retrato
do que é ser português: muito ego e pouca substância. Sinceramente, gostava de
saber o que lhes vai na cabeça para terem a lata de se candidatarem ao mais
alto cargo da nação. Fizeram algo de verdadeiramente relevante pelo país ou é
só vontade de ver o nome nos boletins de voto?
ANDRÉ
VENTURA – Um ator
inteligente. Muito espalhafato, que cativa o povinho mais ignorante e os jovens
que não evoluíram e acreditam em tudo o que aparece nas redes sociais. Um
fenómeno de palco, mais do que de Estado.
ANTÓNIO JOSÉ
SEGURO – Pelos
vistos, é o candidato em alta por não aquecer nem arrefecer. Ou seja, não ataca
nem sai de cima. Muito pouco para um cargo desta
magnitude.
HENRIQUE
GOUVEIA E MELO – Perdeu
todos os debates porque não é político. Não tem o dom da palavra, mas tem algo
mais raro: resultados. Salvou o país. Infelizmente, o povo tem memória curta e
já não se lembra de como Portugal estava em fevereiro de 2021: o país do mundo
com mais mortes por Covid-19. O senhor que “perde os debates” pôs tudo a
funcionar e, passados poucos meses, ficou tudo resolvido. Por isso, só resta
dizer: obrigado.
MANUEL JOÃO
VIEIRA – Este talvez
seja o candidato mais certo para assumir o cargo.
Ainda na sequência
da publicação sobre a minha épica batalha contra os novos músicos digitais decidi fazer aquilo que qualquer pessoa
sensata faria: juntar-me ao inimigo.
Decidi entrar nesse
mundo só para demonstrar o ridículo da situação.
Deixo-vos aqui três temas,
todos criados pelo meu Max em cinco minutos. Isto prova que, hoje em dia, até um
cão minimamente treinado, pode tornar-se numa celebridade.
E os verdadeiros músicos? Esses, coitados… estão condenados!
Aqui ficam três obras de arte, cada uma com a sua
identidade.
Na
passada semana, quando David Coverdale anunciou a sua retirada do mundo da
música, senti como se alguém tivesse fechado a porta de um bar onde os
metaleiros se juntavam para partilhar histórias, guitarradas e memórias. Porque,
sem Coverdale, talvez este grandioso blog nunca tivesse visto a luz do dia.
Afinal, foi aquela fabulosa voz que me empurrou para o fascinante universo metaleiro
onde vivo até hoje.
Lembro-me perfeitamente das duas vezes que vi os Whitesnake
ao vivo: 1990 em Cascais e 2006 no Coliseu dos Recreios. Foram experiências
transformadoras, quase espirituais… embora, verdade seja dita, eu fosse
praticamente uma criança. Acho que na primeira vez fui ao colo do meu tio Anselmo.
Suspeito que foi nesse preciso momento que
assumi a minha condição de metaleiro crónico.
E agora, com a sua despedida, fica a sensação estranha de que se encerra um
capítulo da minha própria história musical. Coverdale é, e sempre será, uma
daquelas figuras que não têm comparação no reino do Metal. Bem… talvez Ronnie
James Dio, Geoff Tate, Tony Martin e Tobias Sammet consigam sentar-se à mesma
mesa. No fundo, acabam por ser os cinco violinos do Metal.
Estou metido numa embrulhada de todos os tamanhos. As
recentes publicações sobre Keith Wallen e Jonathan Roy fugiram um pouco do habitual ambientemais virado para o Metal.Este desvioprovocou algumas ondas de choque
entre os seguidores deste nosso refúgio musical.
Pelos cáusticose-mailsque tenho recebido, neste momento existe uma espécie de motim,
Metal vs. Pop/Rock.
Meus amigos, vamos respirar fundo e fazer as pazes. Não
precisamos de batalhas porque a música serve para unir, não para separar!
Vou ser curto e grosso: este
blog está aberto a toda música que me transmite algo de especial.
Tem dias que estou mais
virado para os poderosos
riffs
das
guitarras do Metal e tem dias que prefiro as batidas mais suavese cativantes do Pop/Rock/Soul/Blues. Todos os
estilos têm o seu valor.
Deixo-vos com 2 fantásticos exemplos da versatilidade deste maravilhoso blog.
Paz, amor e boas vibrações
musicais para todos!
GHOST HOUNDS – You’ll
Never Find Me
Os Ghost Hounds surpreenderam-me pelo estilo
arrebatador que mistura country rock com fortes influências de blues.
Uma combinação que nos transmite uma forte carga
emocional com a voz de SAVNT a captar
todas as atenções.
RED ELEVEN - Distant Waves
Os especialistas dizem que os Red Eleven são uma banda de
Metal Alternativo. Eu diria que o espectro musical da banda vai
muito mais longe, começando no metal gutural (Death Metal), passando por ritmos
progressivos (ProgMetal) acabando com algumas
pitadas de rock melódico. O tema
Distante Waves é uma viagem alucinante
por todos esses mundos.
Por vezes, antes de vir aqui, gosto de publicar nas redes sociais, só para
sentir o pulso da população. Como o tema é pertinente, estava à espera de
milhares de “gostos”. Foda-se… não consegui. Fiz questão de felicitar
pessoalmente as magníficas seis pessoas que colocaram o tão desejado “like”.
Lógico: se houvesse fotos do cão de estimação, convívios gastronómicos,
ginásios, frases filosóficas de motivação e amores fracassados… seria a loucura
total!
Mas aqui estou à vontade. Este é outro campeonato. Vocês aguentam um texto
com mais de duas frases.
E pronto… aí vai ele, o tema!
Vivemos na era da Inteligência Artificial. Ela ajuda a prever doenças,
explorar o espaço, elevar o nível das publicações nas redes sociais e escrever
em blogues como este. Atenção: mal ou bem, eu já escrevo neste blogue desde o
século XVI… a IA ainda estava no cu da galinha e o Camões ainda andava de fraldas.
Agora a sério, isto da IA é muito bonito, mas há sempre o lado sombrio. Os abutres estão
sempre à espreita para tirar proveito das falhas do sistema. Tudo bem, até me
podem burlar nas compras online ou roubar os dados bancários, mas, por favor…
deixem a música em paz!
Falando a sério, Brian May já alertou para esta fraude artística e ética.
Nick Cave afirmou que a música vem da experiência humana e não pode ser substituída
pela IA. Hoje em dia, qualquer pacóvio que nunca pegou numa guitarra, ou que
desafina até a cantar os parabéns, consegue "compor" uma música com
meia dúzia de cliques.
Estes “génios da batota” já lançaram músicas como se fossem os Metallica,
Nirvana e por aí fora. Todos os estilos musicais estão contaminados pelos algoritmos.
É um insulto aos verdadeiros músicos, aos criadores que passam noites em
claro a escrever letras, a experimentar acordes, a falhar e a voltar a tentar
para nos darem verdadeiras obras de arte. O talento não é copiável e a
criatividade não se automatiza. Não pode valer tudo!!!
As músicas destes vigaristas digitais nunca entrarão nas minhas playlists.
Vou sempre querer saber quem é o guitarrista que fez aquele solo memorável e o
vocalista com aquela voz que me arrepia. Quero sentir que, do outro lado,
existe alguém de carne e osso, com emoções, com imperfeições e, acima de tudo,
com alma. A Inteligência Artificial deve ser utilizada para salvar vidas, e não
para falsificar arte.
TEMA INÉDITO DOS METALLICA FEITO POR UM CHICO-ESPERTO
Na minha qualidade de benfiquista moderado, tenho de
reconhecer que o Glorioso acabou por se tornar no Flamengo de Portugal! Milhões
de adeptos, orçamentos gigantescos e, de vez em quando, lá consegue levantar um
caneco. Muita parra e pouca uva!
Estava preparado para
felicitar os meus amigos sportinguistas pelo bicampeonato e pela dobradinha. No
entanto, este terramoto no final da temporada levanta algumas dúvidas sobre
esta súbita ascensão leonina. Pensando bem, os erros de arbitragem acontecem e
fazem parte do futebol. A verdade é que alguns erros são tão absurdos que
deixam algumas dúvidas no ar.
Será que o magistral gestor
Dr. Frederico Varandas, afinal, anda a utilizar as mesmas táticas que fizeram
maravilhas no antigo reino do Dragão?
Sinceramente, não acredito
nestas teorias da conspiração. No entanto, as atitudes de alguns futebolistas
leoninos demonstram que, no capítulo do ódio, até conseguem ultrapassar o que
se passava com o outro rival.
Agredirem barbaramente um
adversário e ainda terem a coragem de se vangloriarem do feito nas redes
sociais é demasiado baixo para um clube com a tradição do Sporting.
Só encontro uma explicação
para este fenómeno: esse ódio sempre existiu, mas estava encoberto. Só veio à
superfície com a euforia destes recentes êxitos. Foi a libertação total de anos
e anos de traumas! A verdade é que o Benfica até pode andar meio adormecido,
mas continua a ser uma MARCA poderosa, com um grandioso palmarés que o Sporting
jamais conseguirá alcançar. Todos sabemos que isso é muito difícil de engolir!
Hoje, Tony
Martin celebra 68 anos, e não podia deixar passar esta data sem recordar o seu
marcante contributo para a história do heavy metal, especialmente durante a sua
passagem pela lendária banda Black Sabbath.
Embora Ozzy
Osbourne seja, indiscutivelmente, o rosto fundador da banda e venerado como uma
divindade, Tony Martin foi, para mim, o melhor vocalista que alguma vez pisou o
palco com os Sabbath.Tudo bem, Ronnie James Dio também fez maravilhas!
Com uma voz
poderosa, versátil e carregada de emoção, Tony Martin deu uma nova alma ao som
dos Black Sabbath. Álbuns como Headless Cross, Tyr e Cross
Purposes são autênticas provas da sua genialidade vocal.
Parabéns,
Tony! Apesar de nem sempre teres recebido o merecido reconhecimento, a tua voz
ecoará para sempre nas sombras do Heavy Metal!
David Lynch é um realizador com os pés bem assentes no chão, mas com a cabeça sempre a viajar por galáxias distantes. Não será por acaso que deixa um rasto de destruição sempre que lança cá para fora mais uma das suas grandiosas excentricidades.
Será que o pessoal já se esqueceu da série Twin Peaks, que pôs meio mundo com os neurónios colados ao teto a tentar descobrir o assassino de Laura Palmer? E, se calhar, tudo isso para nada, porque a rapariga ainda deve andar por aí. Tal como o Elvis e o Jim Morrison. Já agora, o Kurt Cobain, o Jimi Hendrix e o Michael Jackson. Andam todos por aí, cantando e rindo às nossas custas. Peço desculpa, mas ainda estou meio influenciado pelo filme que acabei de rever e já nem digo coisa com coisa.
Meus amigos, Mulholland Drive ultrapassou todos os limites. David Lynch é cruel e vai gozando, descaradamente, com a nossa cara. A história é super enigmática e, para quem ainda não teve a coragem de a abordar, deixo aqui um ligeiro cheirinho para aguçar o apetite dos meus camaradas “psico-masoquistas” que, tal como eu, adoram torturar os seus indefesos cérebros.
Tudo começa quando Betty chega a Los Angeles com o sonho de se tornar numa grande atriz e conhece acidentalmente Camilla, que está meia esgazeada devido a um aparatoso acidente numa curva em Mulholland Drive.
Mas assim seria fácil demais. Vou reformular o parágrafo anterior. Aqui vai um flashback:
Tudo começa quando a canadiana Diane chega a Los Angeles com o sonho de se tornar numa atriz famosa e conhece por acaso Rita, que está num estado lastimável após ter sofrido um grave acidente em Mulholland Drive. Afinal, quem é que chega a Los Angeles? Betty ou Diane?
Deu para entender a complexidade da coisa? Mas isto são “peanuts” se compararmos com a imensidão de perplexidades que nos vão surgindo pela frente. O momento zero de todas estas anormalidades surge no fatídico instante em que Diane adormece. Temos de estar emocionalmente bem preparados para não darmos trabalho aos nossos familiares. Acreditem, isto é só um aviso! O ambiente descarrila a sério e torna-se assustadoramente sombrio, culminando numa série de incongruências, delinquências e extravagâncias que nos deixam completamente apáticos e sem a mínima capacidade de reação.
Todos sabemos que a arte e a loucura andam muitas vezes de mãos dadas, mas, quando chegamos ao misterioso Clube Silêncio, ficamos com a estranha sensação de que David Lynch só podia andar a fumar alguma erva rara que o pôs completamente desvairado. O mais grave é ele pensar que a melhor forma de transmitir o seu desnorte é fazer o espetador partilhar as suas alucinações.
Rebekah Del Rio, com aquela sobrenatural interpretação do tema Crying, de Roy Orbison, deixa qualquer um em estado de choque. Betty e Rita não resistiram e foram-se abaixo de forma arrepiante. Verdade seja dita, nem a Ágata, nos seus melhores dias, conseguiria uma performance tão poderosa.
Enfim, talvez seja melhor ficar por aqui. Quem pensa que pode acabar de ver o filme e sair tranquilamente para tomar um cafezinho pode tirar o cavalinho da chuva. Mulholland Drive é uma assombração que vos irá perseguir durante uns tempos. O universo “Lynchiano” está infestado de perigosas armadilhas e não pode ser enfrentado de peito aberto. Eu armei-me em esperto e acabei por pagar bem caro a ousadia.
Andei uma temporada a viver numa espécie de campo metafísico, situado algures entre a realidade e o sonho. O medo tomou conta de mim. O simples gesto de ligar a televisão era suficiente para apanhar cada cagaço que nem é bom pensar. No início, aparecia-me a Teresa Guilherme aos berros e, outras vezes, a Júlia Pinheiro a relinchar. Depois era aquela aberração chamada Manuel Luís Goucha com umas vestimentas super reluzentes e a sua amiga a guinchar. Um verdadeiro pesadelo.
Não há
dúvidas de que este blog anda quase sempre pelos caminhos complexos e
tempestuosos do metal. Volta e meia, faço um desvio para trajetos menos
sombrios, em busca de algo que me desperte a atenção.
Num desses
percursos — acho que foi nos trilhos de Arouca —, encontrei o genial Jonathan
Roy. Trata-se de um canadiano que viaja pelo rock, pop e soul, misturando tudo
isso de forma magistral.
O que mais
me impressionou foi aquela poderosa voz que, facilmente, passa de tons suaves
para níveis estratosféricos. Acima de tudo, há ali muito soul!
O tema
"Keeping Me Alive" demonstra, na perfeição, toda essa versatilidade
vocal.
Jonathan Roy
é a prova irrefutável de que a boa música não tem fronteiras estilísticas e
pode ser encontrada em qualquer esquina.
Basta
entrarmos nos passadiços certos!
EMAIL skulder4@gmail.com
COMENTÁRIOS-BEIJOS-ABRAÇOS-AMEAÇAS DE MORTE-FACADAS NAS COSTAS
Aconteceu algo de sobrenatural... Mick Moss apareceu-me no caminho!
Após uma análise
detalhada da sua extensa obra, fiquei com
a sensação de que está no mesmo segmento do genial
Daniel Gildenlow (Pain Of Salvation).
Ou
seja, duas almas excêntricas que passam ao lado dos parâmetros convencionais e, acima de tudo, apostam nas suas ideias sem qualquer preocupação em agradar às
massas.
O tema "The Third Arm" da banda Antimatter é qualquer coisa do outro mundo.
A letra explora a sensação de estar aprisionado por traumas
do passado e a busca desesperada pela libertação desses demónios.
A poderosa voz
de Mick Moss dá vida a toda essa angústia,fazendo com que cada palavra seja sentida de forma intensa e emocionante.
A lição é clara: mesmo nos momentos mais sombrios, temos
sempre a oportunidade de escolher o caminho da redenção.
A combinação da letra poderosa com a interpretação
emocional de Moss, faz de "The Third Arm" uma reflexão nua e crua sobre
a luta interna para reparar as cicatrizes do passado.
Não há duvidas que a apresentação das duas edições do TOP – 10 BEST FEMALE METAL SINGERSfoi um dos pontos altos deste blog.
O nosso amigo Camões sempre disse que o mundo era
composto de mudança.
Nada mais certo! Ele já sabia que, com o passar do tempo,
iriam surgir estrondosas novidades neste universo paradisíaco das Female
Fronted Bands.
Confesso que quando ouvi pela primeira vez a voz deCourtney LaPlant senti um misto de emoções. Inicialmente
entrei numa espécie de paz celestial, depois senti um forte arrepio na espinha.
Arriscaria afirmar que estamos perante uma fusão entre o
grunhir de um javali e o chilrear de um rouxinol. Não me apetece estar aqui com
elaboradas análises, posso apenas alertar a malta para não se deixar levar
pelas aparências.
Ouçam, esqueçam se for caso disso, mas… sejam felizes!
Se perguntarmos a qualquer pessoa quem é o guitarrista
dos Alter Bridge, a resposta é imediata: Mark Tremonti. E se estivermos a falar
dos Metallica? Está na ponta da língua: Kirk Hammett. Alguém sabe quem é o
guitarrista dos Breaking Benjamin? Ah… pois é!
A carreira de analista/comentador musical não é para qualquer um. São anos e
anos de teses, fórmulas matemáticas e dissertações até atingirmos o estado máximo da suprema sabedoria. O verdadeiro…
nirvana!
Dito isto, vou dedicar meia dúzia de palavras a um
perfeito desconhecido no maravilhoso mundo do post-grunge internacional.
Keith Wallen, talvez para aliviar um pouco a pressão da
sua guitarra com os Breaking Benjamin, decidiu espairecer para um rock
alternativo mais sereno e libertador.
Este tema é dedicado a todos os que me acusam de estar
sempre a bater na mesma tecla.
Têm toda a razão, tenho de reconhecer que há mais vida
para além do Hard & Heavy.
Keith Wallen veio mesmo serenar os ânimos por estes
lados.
A minha vida parece um comboio de emoções pronto a
descarrilar a qualquer momento. Como sabem, além de analista musical, acumulo uma
imensidão de outras tarefas com enorme relevância para o bem-estar da
humanidade. Por exemplo, na qualidade de ativista ambiental, tenho andado por
esse mundo fora a esvaziar latas de tinta nas fuças dos negacionistas das
alterações climáticas. Por esse motivo, interrompi a honrosa missão de revelar
aos meus seguidores as bandas que me têm
acompanhado nos últimos tempos. Com alguns meses de atraso, vou aproveitar este
momento de alguma calmaria para dedicar umas palavrinhas à passagem dos geniais Katatonia pelo
festival Laurus Nobilis. Infelizmente, talvez
devido à dimensão atarracada do recinto, fiquei com a sensação de que Jonas
Renkse & companhia não deram o
máximo. Limitaram-se a despejar, sem grande chama, os seus temas mais conhecidos.
Aquele precipitado final, mostrou que os Katatonia estavam a sofrer uma crise
aguda de ansiedade. Queriam abalar rapidamente para palcos mais condizentes
com o seu estatuto no reino do Doom Metal mundial. Nada a fazer, o público até pode ter entrado na dança,
mas eu regressei a casa com um sabor amargo na boca.
Admito que sempre
tive uma relação de amor/ódio com os Pain Of Salvation.
A mente fervilhante/excêntrica do genial Daniel Gildenlow
produz temas de tal forma intrincados que desafiam a própria inteligência
humana. Confesso que não consigo encaixar grande parte da obra destes pesos
pesados do Metal Progressivo. Atenção, até posso ficar com o cérebro em
frangalhos, mas quando encaixo… encaixo a sério! Vou só mencionar o tema Iter Impius que estará para
sempre guardado na minha sagrada galeria
musical.
Por incrível que pareça, com 4015 dias de atraso, este
ano cruzei-me com mais uma preciosidade. Para um especialista da minha
craveira, isto é um deslize imperdoável!
Em Sisters, a sublime voz de Daniel
Gildenlow leva-nos a abandonar o mundo terreno para entrarmos numa espécie de dimensão extra-sensorial.
Tudo bem, se calhar não chega a tanto… mas anda lá
muito perto!
Como é fácil de entender, nesta reportagem tenho de relatar a minha passagem pelosdiversos festivais/concertos que tive a honra
de presenciar durante este ano.O festival Milagre Metaleiro fez parte dessa
viagem e dediquei especial atenção a duas bandas: Stratovarius e Dark
Tranquillity. Como a parte dos Dark
Tranquillity já foi dissecada, agora vou dedicar umas palavrinhas aos
Stratovarius.
A área do Power Metal nunca me interessou por aí além. A
batida é sempre a mesma e os refrões são repetidos até à exaustão. Os
finlandeses Stratovarius volta e meia fogem desse registo para fabricarem verdadeiras
obras de arte.
Assim de repente
estou a lembrar-me de três: Before The Winter, Coming Home e o clássico Kiss Of
Judas.
Para mal dos meus pecados, na set-list optaram pela zona de conforto porque sabem
que é garantia de sucesso entre a multidão.
Fiquei destroçado e entrei na cervejola para
afogar as mágoas. Acabei estendido numa ambulância do
INEM em coma alcoólico. Para compensar a desilusão, aqui fica um dos temas
obrigatórios … Before The Winter.
Os alemães
Annisokay apesar de estarem inseridos no
departamento Post-Hardcore, têm um talento especial para inserir os riffs
poderosos do Metalcore, proporcionando
ambientes envolventes e explosivos.
Este tema aborda uma problemática atual que a todosdiz respeito.
Apesar dos alertas, a humanidade continua a maltratar o
nosso planeta em nome dos avultados lucros financeiros.
Se esta trajetória não for interrompida, estaremos
inevitavelmente condenados à devastação total.
Foram os Dark Tranquillity que me fizeram meter os pés a
caminho até à sagrada aldeia de Pindelo
do Milagres.
Mal soou a primeira nota deu logo para adivinhar que
naquela noite iria mesmo acontecer algo de sobrenatural.
As guitarras soltavam riffs tão arrepiantes que os anjos
do rock acenavam lá do alto em sinal de aprovação. A voz poderosa de Mikael
Stanne assemelhava-se a trovões sobre a
multidão. Era como se toda a energia do universo tivesse convergido para aquele
palco. Um verdadeiro espetáculo transcendente! Não é por acaso que este
festival tem o nome de ”Milagre Metaleiro Open Air”.
Pronto, chega de paleio barato! Fiquem
com “ Forward Momentum”,um dos pontos
altos da atuação destes monstros sagrados do chamado “Death Metal Melódico de
Gotemburgo”.
O Metal é um universo gigantesco e complexo que engloba
uma imensidão de géneros e subgéneros.
Devo dizer que nunca fui muito à bola com a vertente
Death Metal. No entanto, aos poucos fui ganhando confiança para arriscar.Em boa
hora o fiz, porque arrisquei e acabei por… petiscar! Durante essa caminhada fui
de imediato seduzido por três ou quatro bandas que se destacam no meio daquele
emaranhado de velocidade, caos e agressividade.
Os Insomnium são especiais porque conseguem acrescentar
um cariz melódico e atmosférico a toda aquela carga depressiva, criando
sensações relaxantes e contemplativas. Eu sei que estas últimas palavras
provocaram alguns sorrisinhos de escárnio.Até parece que estou a falar de uma sessão de Yoga ou Reiki! Nada a
fazer, deixo-vos com o tema “ While We Sleep” e tirem as vossas próprias
conclusões.
P.S. – Já avisei montes de vezes que os temas
apresentados não têm de ser obrigatoriamente do ano em análise.Este por acaso é de 2014 e apeteceu-me revisitá-lo.
Posso?
Penso que é a primeira vez que os Demon Hunter aparecem
por aqui. Nunca é tarde! Estamos a falar de uma banda bipolar que vai de um
extremo a outro. Trocando por miúdos: misturam na perfeição os elementos
pesados do metal com uma abordagem mais suave
e melódica. Talvez algo do tipo: Metallica meets Coldplay. Grande comparação! Peço desculpa… assim de repente foi o que me veio à cabeça.
Para ser sincero, apesar de apreciar os dois cenários, a
balança pende levementepara a faceta
mais calma e reflexiva.
O tema “Silence The World” é um sinfonia de poder e
resiliência. Os acordes pausados mas energéticos e as letras incisivas levam-nos para uma viagem de coragem e determinação
para enfrentar as adversidades que o mundo nos impõe.
A colaboração da inconfundível voz de Tom Englund (Evergrey) transporta
tudo isto para patamares nunca dantes navegados.